Quase oito em cada 10 mulheres consideram suas carreiras bem-sucedidas

Grande desafio continua sendo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, aponta pesquisa do LinkedIn
por Mariana Bueno

Uma pesquisa realizada pelo site LinkedIn e pela Cross Tab Research com mais de cinco mil mulheres em 13 países revelou alguns dados sobre a relação delas com o trabalho. Foram mais de 400 entrevistadas entre 18 e 65 anos em cada mercado, como uma forma de comemorar e apoiar o Dia Internacional das Mulheres, celebrado no dia 8 de março. A pesquisa mostra, por exemplo, que uma grande porcentagem (77%) considera que suas carreiras até o momento são bem-sucedidas. Fazendo um comparativo entre os dados atuais e de 15 anos atrás, é notável que aumentou (de 39% para 63%) o número de mulheres que consideram como sucesso o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Mas o significado de sucesso varia de país para país. Em Cingapura, 58% das entrevistadas associam o sucesso aos salários mais elevados. Já na Suécia, 78% acreditam que sucesso é ter um trabalho interessante.

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Outro ponto importante a ser considerado quando se trata da presença das mulheres no mercado de trabalho é a aparência, que ainda hoje é muito levada em consideração. E 49% das mulheres dizem estar cientes desse fato, apesar de afirmarem que a aparência não causou nenhum impacto importante na carreira. Em países como Alemanha (26%), Estados Unidos (21%) e Canadá (18%), elas dizem que a aparência, além de causar boa impressão, teve sim um grande impacto em suas carreiras.

Quando a abordagem é sobre os desafios profissionais, uma pequena minoria (51%) das entrevistadas diz não ter um plano de carreira definido. 47% dizem, ainda, que não investem no desenvolvimento profissional e 44% reclamam da desigualdade salarial. As mulheres indianas enfrentam ainda um outro problema: o sexismo. 35% delas afirmam já terem sofrido esse tipo de preconceito no trabalho.

Um exemplo de que as mulheres estão crescendo profissionalmente e conquistando um espaço cada vez maior no mercado de trabalho pode ser notado pelos nomes femininos que ocupam grandes cargos de liderança. No Brasil, a começar pela própria presidenta, Dilma Rousseff, não é raro ver mulheres assumindo altas funções na carreira. Uma das empresas de transporte expresso e entregas mais reconhecidas do mundo, a multinacional UPS (United Parcel Service) no Brasil é comandada por uma mulher, a executiva Nadir Moreno. Há 20 anos na empresa, ela passou por diversas funções, trabalhou em outras filiais pelo mundo, até que se tornou a primeira executiva a chegar a um alto posto. Seu desempenho como presidente da empresa garantiu a ela o prêmio "As mulheres mais influentes do Brasil", concedido pelo jornal Gazeta Mercantil. Atualmente ela é também vice-presidente do Lidem (grupo de mulheres líderes empresariais, cuja missão é contribuir com os objetivos do Lide (Grupo de líderes empresariais) para o desenvolvimento do pais, acelerando e ampliando a inserção da mulher nas lideranças privadas e públicas.

Ela diz que, felizmente, as mulheres executivas no Brasil estão conquistando reconhecimento no mercado de trabalho, mas ressalta que ainda há muito a ser construído. "Para que isso aconteça, é fundamental que existam planos de carreira claros e que as empresas apoiem e estimulem o desenvolvimento de suas colaboradoras, não apenas para gerar valor, mas para que se sintam encorajadas e valorizadas”, afirma Nadir.

Apesar de todo esse avanço profissional, as mulheres continuam tendo de enfrentar um velho problema: a dificuldade de conciliar o trabalho com a vida pessoal, especialmente quando se trata da maternidade. Mais da metade das entrevistadas (53%) dizem amar da mesma forma seus filhos e suas carreiras. E enquanto 25% amam seus filhos, mas não deixariam o trabalho para se tornarem donas de casa, 22%, se tivessem escolha, seriam donas de casa e mães em tempo integral. A flexibilidade no local de trabalho foi apontada por 65% das mulheres como uma alternativa que gostariam de ter, pois facilitaria na busca pelo equilíbrio entre carreira e família. Entre as brasileiras, esse número chegou a 90% e foi considerado como o fator mais importante para o sucesso das mulheres da próxima geração.

“Conforme as mulheres foram progredindo em suas carreiras, suas definições de sucesso parecem ter se transformado. As profissionais modernas não estão lutando apenas por altos cargos e salários mais altos; as profissionais de hoje estão muito mais propensas a definirem sucesso como ter um trabalho interessante e gratificante e por serem capazes de equilibrar com êxito trabalho e vida doméstica", diz Danielle Restivo, porta-voz do LinkedIn no Brasil.

Mesmo com todos os obstáculos, o otimismo fala mais alto e 74% acreditam que é possível manter o relacionamento, a carreira e os filhos. E em países como o Brasil (68%), Estados Unidos (69%) e Suécia (68%), elas planejam manter o mesmo ritmo de trabalho, mesmo tendo de cuidar dos filhos.

E você, consegue manter o equilíbrio? Ou dá mais atenção a determinada área da sua vida? O teste mostra se você é mais família, trabalhadora ou moderna. Confira: 

Família, trabalhadora ou moderna?

É difícil encontrar o perfeito equilíbrio entre nossa vida profissional, doméstica e pessoal. Então, acabamos por priorizar alguma dessas áreas. Você sabe que área da sua vida anda ganhando mais atenção? Responda ao teste e descubra que tipo de mulher é você!

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