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Nem só de idas ao obstetra e decoração de quartinhos vive uma grávida. De acordo com a pesquisa “mães magnatas”, da rede BBC, 40% das mulheres que abriram seu próprio negócio fizeram durante a gestação. Esse momento de grande expectativa pela chegada do bebê também pode ser uma excelente hora para a criação de um projeto.
A empresária Daniela Buono, de 38 anos, sócia de uma comunidade de mães empreendedoras na internet, o Cia das Mães, teve muitas ideias durante a gestação de sua primeira filha, hoje com sete anos. Segundo ela, não é à toa que, nesse momento tão especial, muitas mulheres resolvem investir em negócios próprios. “Durante a gravidez ficamos mais apaixonadas, olhamos tudo com mais amor, prestamos atenção em todos os detalhes à nossa volta. Por isso, o fluxo de ideias ferve dentro da gente”, garante.
Outro ponto importante que leva as futuras mamães a empreender é a possibilidade de ditar seus próprios horários e ter mais tempo para cuidar de seus pequenos. “Quando estava grávida da minha primeira filha, meus horários eram confusos, não tinha hora para sair e isso começou a me atormentar, porque não teria tempo de ficar com ela”, lembra a jornalista. Mesmo habituada a trabalhar bastante, com a chegada dos filhos, elas começam a se questionar se podem conciliar uma rotina de trabalho maçante com o cuidado das crianças.
Além disso, a maternidade muda muito a mulher. Gostos, planos, prioridades, tudo passa a girar em torno dos filhos. “Acredito que seja como um choque cultural. No meu caso, eu era muito feliz com a minha profissão, mas aquela carga horária frenética me fez entrar em crise” diz. As dúvidas trazidas pela chegada do primeiro herdeiro também dão um empurrãozinho a essa iniciativa. “Graças à internet, as trocas estão muito intensas, uma chega com o problema, outras com soluções. Acredito que, a partir disso, surgem ideias de prestação de serviços, de produtos específicos para crianças”, conta Buono.
Para as grávidas que estão com mil ideias na cabeça, a empresária ressalta que abrir um negócio requer tanta reflexão quanto ter um filho. “O empreendedorismo materno não é uma falta de opção, mas uma escolha. Tem que estar certa disso”, finaliza.
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