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Na gestação, carícias e sexo não estão contraindicados - muito pelo contrário!

por Redação

ATENÇÃO: ESTE CONTEÚDO POSSUI TEOR SEXUAL E É IMPRÓPRIO PARA MENORES DE 18 ANOS.

Chegou a hora de receber aquela notícia tão esperada – seja pelo papel que vem dentro do envelope do laboratório, pela sua ginecologista ou mesmo por aquele teste de farmácia: você está grávida! Não precisa nem dizer que vai acontecer uma porção de mudanças na sua vida, a começar pela sexual. Tem mulheres que pensam: “Transar, com um bebê morando na minha barriga? Nem pensar!”. Cá entre nós, elas não sabem o que estão perdendo. Durante a gestação, o sexo ganha outros contornos e pode, sim, ser mais divertido e prazeroso do que se imagina.

Não é só porque vem chegando um bebê que é preciso frear a libido. Muito pelo contrário, é possível preservar a vontade – e o tesão! – até o final da gravidez. A estudante Michelle Alves, casada há dois anos, não quis nem saber de folga na rotina sexual. Durante toda a gestação, fez toda questão de manter a chama acesa. "Sempre fui fã de sexo, por isso não quis deixar o cansaço ou o mal-estar me impedir de ter prazer. Claro que tinha dias em que eu estava com um sono enorme, outros em que ficava enjoada, outros com preguiça. Mas transei durante os nove meses, sem grilo nenhum. Tivemos de adaptar as posições, mas isso não foi incômodo. O mais legal era ver a reação do meu marido, conferindo as mudanças no meu corpo, o tamanho da barriga e dos seios. Ele ficava fascinado!", comenta.

As posições sexuais convencionais podem ser praticadas com tranqüilidade até o quinto mês – desde que com critério, afinal pode haver incômodos ou desconforto – mas depois é preciso adaptá-las

Nem todo mundo encara o sexo na gravidez com toda essa naturalidade. Afinal de contas, vivemos às voltas com medos e tabus – que passam de geração a geração e que, na maioria das vezes, não têm fundamento algum. O maior deles é relacionado à “interferência” do pênis na relação: acredita-se que a penetração é prejudicial ao bebê, pois poderia machucá-lo. Ainda mais quando se trata de uma gestação muito esperada. Só que, na verdade, isso é bem difícil de acontecer.

"Enquanto mora na barriga da mãe, o bebê fica protegido por uma bolsa de água, que funciona como amortecedor. Dificilmente o pênis vai conseguir alcançar o útero", explica a ginecologista Martha Marsillac. Ou seja: probabilidade zero de acontecer algum acidente. O mais interessante, de acordo com a médica, é que esse medo é maior entre os homens. “Como eles não podem acompanhar a mulher em todas as consultas médicas, não têm ou não procuram esse tipo de informação”, afirma a médica.

Existem casos, no entanto, em que o sexo com penetração deve ser encarado com restrições, como aqueles identificados nos exames pré-natais: ameaça de parto prematuro, sangramentos anormais ou placenta baixa. Aí sim, o negócio é partir para outras alternativas, como a masturbação mútua ou simplesmente a troca de beijos e carícias. Afinal de contas, não é só porque a participação especial do pênis está suspensa temporariamente que precisa ser decretado o fim da intimidade do casal.

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