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A liberdade sexual garantida nos anos 70 produziu gerações de mulheres independentes e muito mais confiantes na hora de manter uma relação. Mas o resultado da educação de meninas criadas após esse processo causou - ao contrário do que parece - uma legião de mulheres mais interessadas na castidade e no casamento.
É o que afirma a escritora americana Erica Jong, autora dos livros "Medo de Voar" e "O que as mulheres querem?". Para ela, que tem 69 anos, as mulheres de hoje estão menos interessadas em sexo e com uma postura mais consevadora.
"Assim como a palavra de ordem da minha geração era liberdade, a da geração de minha filha parece ser controle. Trata-se apenas de uma tendência ou de uma nova paixão pela ordem num mundo caótico? Um pouco dos dois. Nós idealizamos o casamento aberto; nossas filhas estão de volta à monogamia idealizada", escreveu Erica, em artigo ao "The New York Times".
Para Erica, um dos fatores que contribui paraesse desinteresse é a internet. Ela comprovou sua teoria ao recolher depoimentos para seu novo livro, onde as mulheres mais velhas respondiam com mais desembaraço às perguntas relacionadas a sexo.
Para Erica, também não há espaço para o debate da sexualidade feminina, que ficaria mais oprimida. "A reação ao sexo tem durado mais tempo que a própria revolução sexual. Cuidados com a saúde das mulheres são considerados dispensáveis em negociações de orçamento. Até quando vamos continuar destruindo a igualdade para as mulheres antes que surja uma nova geração de feministas?"
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