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O prazer é uma sensação inerente ao ser humano. Mas não é igual para todo mundo. Segundo a psicóloga Ângela Vilela, a definição de prazer está ligada às experiências vividas por cada um. Sob a perspectiva freudiana, diversos fatores e situações ocorridas desde a infância são responsáveis por determinar a forma como a pessoa vai encontrar a sua forma de sentir prazer.
E como definir o seu próprio caminho para o prazer? De acordo com Vilela, não há uma fórmula mágica e que seja aplicável a qualquer pessoa. “A sexualidade e o prazer sexual estão na relação no que o parceiro suscita no outro e consigo mesmo, incluindo o quanto conhece e lida com o seu próprio corpo” explica.
Aliás, a tentativa de padronizar a forma de obter prazer pode causar justamente o efeito contrário. “Vivemos em tempos mais permissivos, mas a cobrança por um padrão de conduta sexual acaba por desviar a pessoa de suas reais necessidades para adotar as impostas pela sociedade” complementa Vilela.
Ainda sob a ótica do pai da psicanálise, a especialista explica que a sexualidade está em tudo: em um olhar, nas mãos, no toque. “Na prática, isso significa que a vivência é a única maneira de encontrar seu jeito de sentir prazer” orienta Vilela, que anda fala sobre a dificuldade de chegar ao orgasmo, encontrada por muitas mulheres. “A resposta para isso está na história de vida dela, como foi criada, os traumas, enfim”, conclui.
Para quem tem dificuldades de se encontrar sozinho, a terapeuta orienta ajuda profissional “há casos que as pessoas têm tanta dificuldade de sentir prazer que não conseguem entrar nesse processo de subjetividade, eu aconselho que ela busque uma análise” conclui. Definitivamente, prazer sexual é uma questão de intimidade.
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