Sexo anal

Especialista em sexualidade esclarece dúvidas e mitos
por admin

Atenção: Esta matéria contém teor sexual e é imprópria para menores de 18 anos.

Para muita gente o sexo anal ainda é um tabu. O assunto, por ser pouco comentado, vive cercado de muitas dúvidas e alguns mitos. Há mulheres que adoram e outras que sequer pensam em tentar. A psicóloga e especialista em sexualidade Carolina Costa Fernandes explica que não existe certo e errado, o que existe é a busca de prazer mútuo. "É algo que deve ser conversado e escolhido pelo casal. Se ambos estiverem dispostos, tudo bem, mas se chegarem ao acordo de não realizarem, tudo bem também”, afirma. Ela dá algumas dicas e esclarece tudo o que você gostaria de saber sobre o assunto, mas nunca teve coragem de perguntar. Confira!

O prazer anal

“Para que haja prazer no sexo anal é necessário que o casal tenha disponibilidade e intimidade para a relação. Existem mulheres que podem não gostar da ideia de sexo anal por temerem algum incômodo, dores ou até mesmo sangramento, além de sentirem nojo do cheiro e das possibilidades de inúmeros micro-organismos infecciosos que permanecem na região. Algumas apresentam muita sensibilidade na penetração anal e, quando sentem dor, a excitação e o prazer não aparecem. Mas quando a mulher está de acordo e pensa na possibilidade como algo possível, pode acontecer de maneira saudável e prazerosa. Muitas mulheres podem gostar, inclusive, de estímulo clitoriano e vaginal durante a penetração, para maior obtenção de prazer.”

Sexo anal sem dor

“É importante utilizar lubrificante acrescido da massagem anal com o dedo ou a língua como forma de preparação para relação. Isso facilita a penetração, pois a região anal não produz lubrificação como a região vaginal. Alguns lubrificantes já vêm com anestésico, mas é uma escolha de cada um. Se a prática for nova ao casal, são necessários alguns cuidados. Tenham calma, brinquem um pouco com os dedos e façam a introdução peniana com cautela, para que haja tempo para a dilatação acontecer e para o corpo se habituar. Tudo deve ser feito bem devagar e, se necessário, pode levar dias para que a parceria sinta-se apta para atividade. É importante respeitarem este tempo de preparação. A dor depende principalmente do relaxamento da musculatura, porém, quando há um excesso nas diferenças entre o orifício e o tamanho do pênis, é possível que haja dor.”

Melhor posição para o sexo anal

“É importante é encontrar posições que sejam facilitadoras para a penetração. A melhor é sempre a que os parceiros se sintam bem, mas as que mais são assinaladas como adequadas para penetração anal são: a de lado, na qual quem vai ser penetrado fica de costas para o parceiro, e de quatro, na qual a mulher fica de joelhos e cotovelos na cama e o homem por cima realiza a penetração.”
Cuidados
“Prazer e sexo estão associados à prevenção, por isso é necessário lembrar que a relação anogenital precisa ser sinônimo de uso de camisinha. A utilização de preservativo, limpeza anal, peniana e troca de preservativo são fundamentais. Além de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis, evita o desencadeamento de infecções no pênis e coceiras causadas pelos resíduos de fezes que podem estar na região. Se após a relação anal houver continuidade na relação vaginal, é necessário realizar a troca de camisinha, pois as bactérias que sobrevivem no ânus sem causar danos à saúde podem promover infecções se transportadas pelo pênis à vagina. É importante lembrar também que, os lubrificantes mais indicados são à base de água, pois à base de petróleo ou vaselina podem causar algum tipo de dano ao preservativo.”
Possíveis consequências
“É um grande mito achar que irá ocorrer a perda das pregas anais ou contratibilidade dos músculos perineais. O atrito pode desencadear dores e fissuras anais, mas isso não ocorre se for utilizado o lubrificante para facilitar a penetração. O que pode causar danos são os exageros, como diferenças entre tamanho do pênis e do ânus, ou introdução de mãos e objetos.”

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