Sexo

Os segredos das gueixas

por Fernando Puga | 29/10/2009

Unindo sensualidade e exotismo, elas são um símbolo do poder delicado


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Os segredos das gueixas

Sensualidade e exotismo são conceitos parceiros há muito tempo. No Oriente, são sintetizados pela figura das gueixas, japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto. No mundo todo, elas despertam atração com sua delicadeza e se transformam, muitas vezes, em fantasia sexual entre homens e mulheres.

Mas vida de gueixa, no equilibrado Japão do século XXI, não é nada fácil. Disciplina e obediência a uma forte hierarquia social estabelecida dentro de suas próprias comunidades exigem delas dedicação integral e, sobretudo, vocação.

Um pouco de história

No começo do chamado Renascimento Japonês, quando as diferentes províncias que compunham o país foram unificadas, criou-se um ambiente de refinamento cultural em que artes como o Ikebana e a Cerimônia do Chá se consolidaram e o entretenimento se sofisticou. Foi nesse contexto que surgiram as gueixas, a princípio um termo que se referia aos homens artistas.

Segundo a enciclopédia japonesa Kondasha, os primeiros registros da palavra datam por volta de 1750. Nessa época, a atividade de boa parte das gueixas esteve circunscrita aos yoshiwara, chamados "quarteirões do prazer", locais onde também prostitutas e cortesãs exerciam suas atividades, com a permissão do governo.


Vem daí o confuso envolvimento dessas mulheres com a sexualidade e a prostituição. Nesse tempo, as gueixas eram claramente orientadas por leis a não oferecer esse tipo de serviço. "Mas como essas leis eram renovadas com uma certa constância, isso é um sinal de que deviam ser freqüentemente desobedecidas", acrescenta o professor e pesquisador Lao Kawashima, ex-diretor da Aliança Cultural Brasil Japão. Ele conta que ainda hoje as gueixas são sensíveis ao assunto. "Tanto a prostituição quanto a atividade das gueixas eram consideradas legais no Japão até a década de 50, quando o meretrício foi proibido e passou para a marginalidade. Ou seja, pelo mero aspecto técnico, são coisas bastante diferentes. Mas na prática, nem sempre é tão simples", pondera ele.


“ O perfil do danna é comumente o de um homem casado que busca na gueixa uma amante”


Outro fator a confundir os conceitos é a figura do danna, o necessário "patrocinador" das gueixas. Os custos do treinamento e todo o aparato necessário, como instrumentos e vestimentas, são muito altos e isso fez surgir essa espécie de cliente especial, que financia a vida da gueixa e com quem ela, em muitos casos, mantém uma relação íntima e duradoura. O perfil do danna é comumente o de um homem casado que busca na gueixa uma amante. "É confuso, mesmo para os japoneses", ressalta Lao Kawashima.


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últimos comentários (3)

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  • Oyalode
    Oyalode comentou:
    06/01/2011 | 01:23

    Tenho uma amiga que namora um japones e se sente muito perdida no relacionamento, pq a
    cultura dele e o modo de encarar a vida são muito diferentes. Ele não gosta de explosões emocionais e nem de demonstrações efusivas de afeto, principalmente em publico. Essa semana mesmo eu disse q para conquista - lo ela deveria se tornar uma gueixa rsrsrsrs. Mas sei lá...talvez as tecnicar orientais de sedução tb sirvam pra homens braileiros...acho q vou testar com o meu kkkkkkkkkkkkkkkkk
    k


  • Bia_leone
    Bia_leone comentou:
    14/04/2010 | 22:58

    tbm jah assisti memorias de uma gueixa.... muito bom o filme e a materia tbm!! muito interessante!!


  • ♥Cris♥
    ♥Cris♥ comentou:
    08/11/2009 | 20:51

    bacana a reportagem tbm ja assisti a memorias de uma gueixa


  • novo comentário

    Você
    :D


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