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No final de março deste ano Sandra Bullock subiu ao palco do Kodak Theatre para receber o Oscar de Melhor Atriz. Uma honra que a colocou no lugar mais alto do pódio Hollywoodiano. Em menos de uma semana, no entanto, ela ganhou destaque por outra razão: a sempre discreta Sandra Bullock, quem diria, com todo sucesso, era apenas mais uma 'mulher traída'.
Entre céu e o inferno foi rápido. Assim que ficou pública a infidelidade do marido, Jesse James, com uma stripper que vendeu a história para vários tablóides, Bullock deu início ao divórcio. Sem chances de pedidos de desculpa ou nova oportunidade, se limitou a dizer: "Estou triste e assustada". Esta semana, depois de confirmado que o ex está com a stripper Kat Von D (outra tatuada!), ela disse: "Eu e meu ex-marido seguimos em frente com nossas vidas e desejamos o melhor um para o outro".
Dizem que Bullock foi vítima da praga do Oscar, que atingiu outras vencedoras igualmente belas, bem sucedidas (e, ainda assim, traídas), como Reese Witherspoon e Halle Berry. A conclusão que se pode tirar é que elas não estão tão sozinhas quando o assunto é traição e perdão, apenas em maior evidência. Os números provam isso.
A dor da infidelidade
De acordo com uma recente pesquisa realizada pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher, 54% da população feminina no Brasil conheceram de perto, pelo menos uma vez, a dor da infidelidade. Mesmo entre as que se consideram 'salvas', 25% delas não têm certeza, mas desconfiam. Não contribui o fato de que apenas 13% dos infiéis confessam a verdade: a ajuda de terceiros ou investigações próprias representam até 46% das descobertas das traições.
Este foi o caso de uma executiva de televisão no Brasil que descobriu, há alguns anos, que o ex-marido pulava a cerca através de e-mails deixados no lixo do computador. "O que mais detesto é que dizem que quem é traído 'não quis ver a verdade'", diz ela, que prefere não se identificar. "Eu fiz meus votos de casamento consciente: na saúde e na doença. Não via motivos para nenhum dos dois mentir". O fim do casamento foi imediato e acredita que teria tomado a mesma decisão se tivessem filhos. 40% das brasileiras que participaram da pesquisa concordam com esta atitude, que é mais popular entre as que acreditam nunca terem sido traídas: 60% delas seguiriam o exemplo. "É uma questão de confiança", resume a executiva.
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