Ejaculação feminina e a polêmica: quem consegue chegar lá?

Estudos já comprovam a existência da próstata feminina e a capacidade de ejaculação das mulheres
por Marianna Feiteiro

Atenção: Esta matéria contém teor sexual e é imprópria para menores de 18 anos.

Ejaculação feminina é um assunto controverso: alguns especialistas dizem que existe, outros teimam em dizer que não (apesar dos estudos e depoimentos que provam o contrário), e há ainda quem diga que pode acontecer, sim, mas nem sempre da maneira como as pessoas imaginam.

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As discordâncias não param por aí: parte dos estudiosos defende que a ejaculação é para todas, mas fatores como bloqueio psicológico e estimulação indevida impedem que a maioria chegue lá. Tem também os que acreditam que a “proeza” depende de fatores puramente fisiológicos, e que são poucas as sortudas que têm a capacidade. Sortudas, sim, pois existe também a teoria de que o orgasmo seguido de ejaculação é mais intenso.

Para piorar a situação, os estudos científicos sobre o assunto são escassos e pouco conclusivos. É o que explica a ginecologista Dra. Glene Rodrigues Faria: “Não existe, ainda, um consenso científico sobre o assunto. Os dados que temos são de pesquisas, de entrevistas com mulheres.”

No entanto, a especialista cita um estudo sobre a anatomia feminina que comprovou a existência das glândulas parauretrais, duas estruturas localizadas de cada lado da uretra que seriam as responsáveis pela expulsão do líquido durante o orgasmo. Em 2002, o Comitê Internacional de Nomenclatura Anatômica (FICAT, na sigla em inglês) rebatizou a estrutura de próstata feminina.

“A ejaculação feminina é semelhante à masculina: quando a mulher tem o orgasmo, há uma contração dessa glândula, que vai liberar um líquido semelhante ao sêmen, porém, sem espermatozoides”, esclarece Dra. Glene.

Segundo ela, não são todas que conseguem ejacular, por duas razões: a primeira é que apenas algumas mulheres nascem com as glândulas parauretrais completamente formadas. Quando elas não se desenvolvem, ficam fechadas e não têm capacidade de produzir ou expelir o líquido.

A segunda razão é que a ejaculação estaria diretamente ligada com a estimulação do ponto G, algo que nem toda mulher possui. “Em termos de pesquisa, de cada 100 mulheres que têm orgasmos, 30 tem o vaginal [o mais comum é o clitoriano]. Isso significa que apenas 30% das mulheres teriam o ponto G, e, portanto, a capacidade de ejacular”, esclarece. Segundo descreve Dra. Glene, o ponto G é a área colada à parede superior da vagina, logo na entrada, antes da uretra (veja ilustração abaixo). Somente sua estimulação causaria a contração dos músculos pélvicos, levando à expulsão do líquido prostático feminino.

Para aquelas que possuem a zona erógena, fica mais fácil encontrá-la quando a mulher está bem excitada. Assim como o pênis fica ereto por conta do maior fluxo de sangue que recebe durante a estimulação, o mesmo ocorre com a região pélvica da mulher, e, assim, o ponto G incha, ficando mais fácil de ser encontrado e estimulado, além de mais sensível ao toque.

A especialista chama atenção para um ponto que, segundo ela, causa confusão nas mulheres. “O líquido é expelido em forma de jato pelo canal da uretra e não tem cheiro nem cor. Muitas pacientes vêm ao consultório porque começaram a ter ejaculações e pensam que estão urinando, mas essa é uma forma de diferenciar”, explica, ressaltando que é impossível fazer xixi e gozar ao mesmo tempo.

Ela ainda conta que, de acordo com o que observou em consultas, as mulheres que conseguem ejacular, além do orgasmo vaginal, apresentam também lubrificação excessiva, o que pode ser um indicativo de excitação maior, e orgasmos múltiplos. Ainda de acordo com ela, o orgasmo seguido de ejaculação seria mais intenso e prazeroso.

Dra. Glene ressalta que, apesar dos números restritivos, a ejaculação feminina é uma descoberta da mulher. “Tem paciente minha de 40 anos que nunca tinha tido um orgasmo vaginal e passou a ter com o estímulo adequado, e paciente que começou a ter ejaculação depois de anos. São descobertas que são feitas na medida em que a mulher vai conhecendo sua sexualidade”, explica a especialista, que ainda indica a masturbação, caso seja algo natural para a mulher, como forma de descobrir as zonas mais sensíveis.

Debate

Outros estudos sugerem que, ao contrário do que expõe Dra. Glene, todas as mulheres possuem a próstata desenvolvida e, portanto, são capazes de produzir o fluído prostático feminino e ejacular. A estimulação do clitóris aumentaria a produção deste líquido, mas, assim como defende a ginecologista, somente a estimulação do ponto G causaria a ejaculação. Outros especialistas ainda defendem que o fluído nem sempre é expelido em forma de jato – ele pode simplesmente escorrer para fora da uretra ou ir para a bexiga, onde irá se misturar com outros líquidos e ser descartado em forma de urina.

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