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Muitos casais apostam em aventuras eróticas em lugares inusitados para apimentar a relação. Praia, carro, elevador, escritório, as possibilidades são infinitas e a sensação de perigo torna tudo superexcitante. "Eu adoro a possibilidade de ser flagrada", revela Carolina*, 30 anos, promotora de eventos. A moça conta que, certa vez, ela e um ex-namorado subiram num barco ancorado em uma praia, o clima esquentou e transaram ali mesmo. Para ela, existem dois requisitos para que o momento seja dos mais prazerosos: sintonia e criatividade. "Ambos precisam se entregar. Se um dos parceiros estiver com medo ou vergonha, não dá", diz.
Criatividade é o que não falta a Andrea Andrade, 46 anos, vendedora, que não poupa esforços para saciar vontades e diz que vale tudo para realizar fantasias. "Até sexo em caixa eletrônico de banco e em parque de diversões eu já fiz. Simplesmente acontece, sem programação", conta, bem-humorada.
TESTE: SEXO FRIO, MORNO OU QUENTE?
Dicas quentes
Para quem quiser virar expert no assunto, aí vai uma dica quente: o livro "101 lugares para fazer sexo antes de morrer" (Editora Best Seller). Os autores Marsha Normandy e Joseph St. James fizeram um série de entrevistas para revelar os desejos sexuais mais inusitados. Quando se trata de local para fazer amor, vale tudo: roda-gigante, cama elástica, sáfari, museu.
De forma bem-humorada, os autores ensinam truques para dar tudo certo nas estripulias. O nível de dificuldade, a necessidade de subornar alguém ou o risco de ser pego no ato são alguns detalhes em questão. Cada capítulo do livro oferece um box a ser marcado quando aquele local for desbravado pelo leitor, assim como lacunas para registrar a data em que rolou, responder se repetiria a dose e deixar outros comentários. Uma espécie de "agenda sexual", sabe como?
Sem regras
É importante ressaltar que o desejo sexual é subjetivo. O ginecologista e terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior explica: "Cada pessoa realiza a satisfação da sexualidade de maneira diferente. Não há regras. Para algumas pessoas, o ritual do sexo em casa é extremamente prazeroso. Já para outras, pode não ser suficiente para causar excitação. Por isso elas buscam vivenciar momentos de intensa adrenalina". E, neste caso, há diferenças entre homens e mulheres? "Sim, a maioria dos fetiches é mais comum no sexo masculino", revela o médico.
O estudante de direito Fernando*, 22 anos, é exemplo de que os homens não esquecem uma noite de sexo inusitado! O carioca relembra com detalhes sua transa com uma mineira num Réveillon em Trindade (RJ), durante um dilúvio: "Um grupo de amigas veio procurar abrigo embaixo do nosso guarda-sol. Logo rolou um clima com uma das garotas. Nos beijamos e a coisa esquentou. Saímos sozinhos à procura de um lugar para nos abrigar. A energia elétrica de todo o vilarejo caiu por causa da chuva forte e decidimos parar no chão mesmo, no cantinho de um restaurante da rua principal. Mesmo percebendo que estávamos sendo vistos (já que meus pés ficavam para fora, pegando chuva), o desejo sexual falou mais alto".
Em muitos casos, há um fator de exibicionismo no ato. A administradora Mariana*, 31 anos, admite: "Saber que estou sendo observada me dá muito tesão. E saber que alguém se excita com isso, mais ainda". Na Holanda, aliás, a prática de sexo é permitida em alguns parques públicos.
E o que dizer dos famosos que, mesmo com a perseguição dos paparazzi, também arriscam suas rapidinhas transgressoras? Alguns casos são emblemáticos. O vídeo do amasso de Daniella Cicarelli e seu namorado em uma praia na Espanha virou hit no YouTube. Já o galã Hugh Grant foi flagrado por policiais durante ato sexual com a prostituta Divine Brown dentro de um carro em uma rua em Los Angeles.
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*Os nomes foram trocados para manter a privacidade dos entrevistados
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