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comentários (318)A terceira aluna é Paula, tem 34 anos, é engenheira química e toma aulas de sedução há cerca de um ano. Quando olho para o lado, ela está conversando com um rapaz. Não dá para ouvir a conversa, mas Paula logo pede a ajuda de Adrianna, que diz que é comum isso acontecer. "Elas conversam com alguém e, ao mesmo tempo, perguntam para mim o que responder e o que fazer", revela. E é isso mesmo que acontece: "O que eu faço? Converso com ele?", pergunta Paula. E Adrianna responde: "Seja natural e converse sobre assuntos leves. Sorria, escute o que ele tem a dizer. Os homens se entregam nas entrelinhas", diz Adrianna.
Paula segue as lições à risca. No final, o candidato pede o telefone dela e ela dá, lógico. "Ele perguntou onde eu morava e se podia me levar embora. Eu disse que não, porque tinha vindo com um grupo de amigas e voltaria com elas para casa", conta Paula, lembrando ter aprendido logo na primeira aula de sedução que as mulheres devem sempre ir embora primeiro. "Eu disse que amanhã teria uma reunião de trabalho importante, por isto iria embora com minhas amigas", conta, já se despedindo e caminhando em direção ao caixa. "Fiquei bem interessada nele: bonito, educado, regula com minha idade e solteiro", abrevia ela.
Antes de ir embora, minha amiga me puxa pelo braço e pergunta o que aprendi. Cochicho em seu ouvido: "Vá embora da boate antes dele e nada de beijos!". Chegando em casa, fiquei pensando se o tal rapaz iria mesmo ligar para a nossa amiga Paula, torcendo para que sim. No dia seguinte de manhã, Paula telefonou para Adriana. "Será que ele vai me ligar? Eu fui embora como você ensinou e agora, se ele não me ligar, não tenho como falar com ele, porque não peguei o telefone!", questionou Paula até que Adrianna garantiu que depois de alguns dias ele ligaria. Não deu outra: três dias depois, ele ligou, convidando Paula para jantar.
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