Dor no quadril: o que pode ser?

Evitar atividades com movimentos repetitivos ajuda a prevenir o problema

por Redação

Pessoas ativas, que praticam esportes e atividades físicas, especialmente com idade entre 40 e 50 anos, e idosos não-ativos são as que mais sofrem com dores no quadril. O público feminino é o mais atingido pelo problema. Segundo o médico do esporte e ortopedista especialista em quadril Henrique Cabrita, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, isso acontece porque as mulheres possuem, em geral, uma bacia mais larga e musculatura mais fraca para sustentá-la. “Mas as dores sentidas, em sua maioria, são na parte de fora do quadril, ou seja, de origem muscular. Muitas vezes a dor no quadril não é sentida diretamente nele. Ela pode refletir no meio da coxa ou na virilha e até indicar problemas mais complexos, como inflamação nas articulações (artrite) ou na bolsa cheia de líquido que se localiza entre um tendão e a pele ou um tendão e o osso (bursite)”, explica.

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O que causa dores no quadril

Entre as mulheres há grupos de diferentes idades que podem ser afetadas: entre 30 e 40 anos, praticantes de atividade física; e entre 50 e 60 anos, na pós-menopausa, período em que ocorrem mudanças do tipo de força física, elasticidade dos tecidos e a perda de cálcio. “Os problemas de quadril são mais comuns com o avanço da idade e por movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo”, diz.

Já entre as praticantes de atividade física, as causas das dores costumam ser extra-articulares e podem ser ocasionadas por lesões musculares ou lesões da sínfise púbica (pubialgias). “Outras possíveis causas são infecções, osteonecrose do quadril, tensão ou torsão e tendinites de esforços repetitivos ou extenuantes”, afirma.

Como evitar dor no quadril

De acordo com o médico, se forem tratadas corretamente, com o diagnóstico certo desde o início, através de exames de imagem como ultrassom e ressonância magnética, além da realização de um exame físico, é possível prevenir a evolução das dores para quadros mais graves. Uma dica para a prevenção é evitar, sempre que possível, atividades que incluam movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo.

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