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A especialista em direitos humanos da ONU, Rashida Manjoo, levantou uma questão bastante importante durante a última Assembleia Geral da organização: a violência contra a mulher. A relatora especial afirmou que a violência continua sendo praticada ao redor do mundo, e relembrou os governos sobre a obrigação que têm em relação à lei internacional de proteção à mulher.
"Ocorrendo em tempos de paz ou conflito, as várias formas e manifestações de violência contra a mulher são, simultaneamente, causa e consequência de discriminação, disparidade e opressão", declarou Rashida, que completou: "Qualquer violência que é feita diretamente a uma mulher, ou vivenciada por um grupo que é majoritariamente feminino, representa uma violação da lei internacional dos direitos humanos".
Ela reinterou que os Estados precisam cumprir as suas obrigações para prevenir, investigar e punir crimes contra a mulher, e proteger suas cidadãs dessa violência, além de prover remédio e tratamento às vítimas. "A luta pelos direitos humanos da mulher é uma obrigação coletiva na qual devemos nos unir para criar uma ação para garantir a tranquilidade de todas as mulheres e meninas do mundo inteiro", afirmou ela.
Silvia Pimentel, presidente do Comitê de Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, apontou que os governos fizeram progressos nessa área. "Vários Estados baniram legislações discriminatórias, criando outras que garantem os direitos iguais. Mas ainda há desafios a serem superados com a implementação dessas leis", declarou Silvia.
Durante a assembleia, ainda foram apontadas diversas conquistas femininas no mundo, desde a participação política, até o acesso às vagas de emprego e igualidade entre os sexos nas empresas. Mas ainda há muito a ser feito, para conseguirmos alcançar um mundo de igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas da vida. Segundo essas mulheres exemplares, a luta está só começando.
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