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Turismo de aventura

por Mariana Moura | 19/11/2010

Opções divertidas para explorar a natureza e aprender ao mesmo tempo


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Turismo de aventura

Muitos motivos nos fazem viajar: trabalho - ou a fuga dele, busca por novas culturas, novas experiências. Há quem saia para rever a família ou encontrar um grande amor. Quando esse escape está entrelaçado à natureza e ao espírito de aventura, as principais motivações são sair da rotina ou resgatar o prazer da vida, revela recente pesquisa feita pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). E é nisso que os donos do Lagoa Aventuras, primeira operadora carioca com licença para explorar uma unidade de conservação ambiental, acreditam.

O projeto nasceu da iniciativa do carioca Gabriel Wernerck, 29 anos, que sempre teve uma história de interação com a natureza. Aos 14 anos, ganhou de sua mãe um curso de escalada e, aos 18, pedalava e fazia remo, além de outros esportes que envolvessem aventura. "Eu sempre gostei de fazer trilhas, ia na Floresta da Tijuca, subia o Pão de Açúcar. Em 1999, morei nos Estados Unidos e quando voltei comecei a levar os turistas nesses lugares que eu já tinha alguma familiaridade", conta. Foi assim que surgiu a primeira empresa de Werneck, a agência de turismo de aventura Rio Hiking, que oferece passeios de asa delta na Pedra Bonita, mergulho em Arraial do Cabo, rafting em Macaé, além de trilhas no Rio, Itatiaia, Serra dos Órgãos e Costa Verde.

Depois de cursar a faculdade de turismo e fazer pós-graduação em administração de empresas, o jovem empreendedor partiu para seu segundo desafio. "Eu já tinha a ideia do parque quando procurei o Marcelo Skaf, dono da Cânion Iguaçu, para tirar umas dúvidas. Hoje em dia somos sócios, com outros dois amigos", revela Gabriel. Consultor de planejamento ambiental, Skaf conseguiu a primeira concessão do Brasil para a exploração de turismo de aventura, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, e viu esse potencial no Rio de Janeiro. "Havia o desejo do município em criar um parque com esse formato, principalmente por conta da Copa e Olimpíadas. Assim que saiu o edital concorremos à licitação e vencemos", resume.

“O conhecimento de um novo ambiente através da interação com a natureza tem que acontecer de forma segura tanto para quem pratica, quanto para o Parque”

O Lagoa Aventuras começou a funcionar em março deste ano no Parque da Catacumba, numa área de mata reflorestada de 31 hectares. "Foi importante pensar na localização. O cidadão não percebia aquele espaço como seu e, por isso, não dava o valor devido. Além disso, é importante ter um tipo de ambiente como esse em um lugar acessível", pondera. Sobre a importância do turismo de aventura, Marcelo explica: "O conhecimento de um novo ambiente através da interação com a natureza tem que acontecer de forma segura tanto para quem pratica, quanto para o Parque. Tem ainda a questão lúdica de enfrentar os desafios que é muito bacana", acredita o consultor.

TESTE: Você é ecologicamente correta?

O funcionário público Almo Magalhães, 53 anos, é um dos adeptos. "Eu gosto muito desse tipo de atividade, já fui na Catacumba umas cinco vezes. A primeira vez levei minhas filhas e fizemos arvorismo. Foi tão legal que depois voltei com uma turma grande, irmão, primos, sobrinho, namorada, e aí cada um fez uma coisa. O mais legal é que tem uma certa dose de aventura, com segurança", relembra.


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