Mundo Melhor

Nós e a natureza

por Carolina Mouta | 17/01/2011

Entenda como nossos atos podem estar ligados aos problemas ambientais


anterior 1 2 3 4 próxima


Nós e a natureza

As chuvas que atingiram a região Serrana do Rio de Janeiro mostram o poder da natureza e expõem a fragilidade do sistema de habitação e infraestrutura do Estado. O episódio foi classificado como o maior desastre ambiental do país, com até agora cerca de 644 mortos e dezenas de desaparecidos, e o décimo pior deslizamento de terra do mundo. Sai de cena o charme das cidades da Serra e ficam o horror, o desespero e a indignação de todo Brasil: será que a tragédia poderia ser evitada?

Respeitar a natureza deveria ser mandamento sagrado. Mas tudo que se fala sempre nos parece tão, tão distante, que é difícil relacionar nossos atos aos problemas ambientais. Mas, infelizmente, os temidos alardes do futuro estão se antecipando e se tornando uma triste realidade para todos nós. As recentes chuvas do país são um exemplo claro disso.

Fenômenos ambientais X devastação

No mundo ocorrem diversos tipos de fenômeno. No entanto, segundo o pesquisador de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina Masato Kobiyama, eles são apenas fenômenos e mais nada. Já quando causam danos sociais, econômicos e/ou ambientais à sociedade, se chamam desastres naturais. Podemos classificar como desastres naturais as inundações, deslizamentos, seca (ou estiagem), terremotos, tsunamis, furacões, chuvas de granizo, vendavais, geadas, tornados. E a interferência do homem é capaz de potencializá-los.

Se você prestar atenção ao mapa do Brasil, verá que cada região tem sua peculiaridade. Enquanto no Sul a população sofre com as chuvas, no Nordeste a preocupação é com os períodos de seca. "A ocorrência de fenômenos tão distintos está relacionada às condicionantes do meio natural de cada lugar, tais como clima, geologia, relevo, vegetação, entre outras", explica Silvia Saito, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

População vulnerável

Segundo a especialista, a ocorrência dos desastres naturais está relacionada também à vulnerabilidade da população. A Secretaria Nacional de Defesa Civil exemplifica. Em 2008, terremotos de 6.5 graus na escala Richter provocaram cinco óbitos na Califórnia; 20 mil no Cairo e 40 mil óbitos na Armênia. Quer outra ilustração? Se terremotos atingissem, nas mesmas proporções, as cidades da Los Angeles, nos Estados Unidos, e de Teerã, no Irã, matariam 50 mil e um milhão de pessoas, respectivamente. Ou seja, uma diferença chamada infraestrutura.

Em regiões mais ricas, o impacto é minimizado com suporte adequado. A percepção de risco é diretamente proporcional ao grau de desenvolvimento social de uma determinada comunidade ou grupo populacional, considerado em seus aspectos psicológicos, éticos, culturais, econômicos, tecnológicos e políticos.

A nossa parcela de culpa

Será que temos uma parcela de culpa nisso? A resposta é sim. "Hoje em dia, os fenômenos se chamam desastres naturais porque nossa sociedade vem ocupando as áreas que sempre tiveram esses fenômenos. Se não tivesse moradores na região, eles se chamariam apenas fenômeno natural", explica Masato.


Veja AQUI os principais desastres naturais no mundo

O crescimento populacional pode influenciar também em outros fatores. "Isso leva à maior demanda por recursos naturais e o resultado é a degradação ambiental. A devastação de áreas florestadas em detrimento da agricultura e pecuária, a pressão por recursos hídricos e a maior emissão de gás carbônico na atmosfera podem contribuir para um desequilíbrio cujas implicações ainda não são totalmente conhecidas", esclarece Silvia.

Embora não seja consenso entre todos os especialistas, uma das conseqüências possíveis deste crescimento populacional é o aquecimento ou resfriamento global. A mudança climática global é severa com a população. "No caso do esfriamento, os fenômenos hidrológicos que causam desastres hidrológicos se tornam mais violentos do que no caso do aquecimento. Então, daqui pra frente, excesso e falta de água ficam cada vez mais severos. Conseqüentemente, cada vez mais comuns", diz o professor Masato.


anterior 1 2 3 4 próxima


Mais matérias sobre

compartilhe esta matéria!

Siga o Bolsa de Mulher no twitter



últimos comentários (7)

ver mais
  • Gyslane
    Gyslane comentou:
    26/01/2011 | 18:57

    A natureza nos ensina

    A primeira lição que ela nos dá é que Deus existe




    A natureza é uma bela obra de Deus; toda ela foi feita para nós num gesto do amor de Deus; sendo divina ela está repleta de beleza, harmonia, cores e lições que nos ensinam a viver. Jesus a usava sempre em Seus ensinamentos. "Olhai os lírios do campos...", veja a semente da mostarda, olhe os pastores e as ovelhas...Olhai para os campos, onde todas as coisas falam do amor: onde os ramos se abraçam, as flores dançam, os pássaros namoram; onde a natureza toda glorifica o espírito.

    Galileu disse que a natureza é um documento escrito nas linguagens matemáticas. Tudo nela é preciso, ordenado e belo. Os elétrons giram em torno do núcleo do átomo com leis precisas; os planetas giram todos em torno do Sol, obedecendo às três leis precisas descobertas por Kepler. Todos os corpos caem em queda livre com a mesma aceleração da gravidade que Torricelli determinou fazendo experiências na Torre de Pisa.

    Você pode não receber flores todos os dias em sua casa, mas Deus as manda pela natureza quando você vai para o trabalho.

    A natureza é séria, calma, silenciosa, severa, sempre verdadeira. Os erros é que são nossos. Um provérbio diz que Deus perdoa sempre, o homem de vez em quando, a natureza nunca. Ela não tem raciocínio e não tem coração; mas vive dentro de sua perfeição mineral, vegetal e animal. Cabe a nós, homens, cuidar dela para podermos desfrutar bem das suas dádivas. Na natureza não há recompensas ou castigos. Há apenas consequências.

    A primeira lição que a natureza nos dá é que Deus existe; ela não poderia existir com tanta beleza e perfeição se não tivesse um Criador poderoso e bondoso. Como disse o francês Voltaire: não pode haver um relógio sem um relojoeiro. Nunca acredite no acaso, por favor; acaso é apelido que dão a Deus aqueles que não têm coragem de pronunciar o Seu Nome. Esses são infelizes por natureza, porque renegam o próprio Criador; jamais experimentarão a verdadeira felicidade.

    Olhe, por exemplo, para as vacas e lembre-se de que os maiores cientistas nunca descobriram como tirar leite do capim. Gratuitamente a natureza faz isso para nós. Nenhum prêmio Nobel até hoje jamais conseguiu compreender o que é a vida de uma simples formiga.

    Padre Antonio Vieira afirmou: "Se queres ser mestre na fé, faze-te discípulo da natureza". De fato, a natureza é mestra. O pesquisador inglês Eddington dizia que "nenhum ateu é admirador da natureza".

    A natureza é lenta, mas não para, e é segura. É um lema de vida; viver de maneira lenta, mas sem parar; a pressa é inimiga da perfeição. Quanto mais complexo é um trabalho, tanto mais devagar ele deve ser feito. O tempo destrói tudo que é construído sem a sua colaboração.

    Em um mosteiro, um jovem discípulo questionou o seu mestre. - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam. Insuportáveis são as falsas e invejosas.

    - Pois, viva como as flores! Advertiu o mestre.

    - Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

    - Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

    É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não nossos. Se não são nossos, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

    Olhe para o mar; majestoso e belo. Ele é grande porque aceitou humildemente ficar alguns milímetros abaixo de todos os rios da terra; por isso é imenso. Todos podem vê-lo porque ele aceitou ficar lá embaixo; não nas alturas aonde poucos podem chegar.

    O mar é rico exatamente porque ele permite que todos os rios, grandes e pequenos, neles deságuem e lhe tragam as suas riquezas. Muitos homens excluem com facilidade os outros e deixam de receber suas riquezas. O mar interliga as nações, une os povos, aceita a simples canoa do pescador e também o gigantesco transatlântico. Ele não discrimina nada e ninguém, é "pobre de espírito", por isso é muito rico. Ele está pronto a dar o seu peixe ao pobre pescador e à grande companhia de pesca que o desbrava. Ele está aberto dia e noite para todos; não cobra impostos para ser usado e respeita os limites que as montanhas lhe colocaram. Ele só faz mal a quem não conhece a sua natureza e desrespeita as suas leis.

    Olhe para o céu, ele nos ensina muitas maravilhas; antes de tudo é imenso, maior do que a terra e o mar, não pode ser medido; os cientistas se angustiam procurando os seus limites insondáveis. Eles sabem que o universo se expande com uma velocidade fantástica! Ninguém sabe onde ele termina. Penso que Deus o fez assim incomensurável, para nos deixar uma pequena amostra de Sua infinitude e ninguém jamais duvidar da Sua grandeza e do Seu poder.

    Olhe para os pássaros do céu, como disse Jesus, não ceifam nem recolhem os frutos nos celeiros, mas não lhes falta o alimento de cada dia. O Pai do céu cuida de cada um deles. Eles se reproduzem sem interrupção e não ficam preocupados se vão poder ou não alimentar os seus filhotes. Quando algum malvado destrói o seu ninho, eles não desanimam, voam em busca de outro lugar e recomeçam tudo de novo.

    Toda a natureza nos dá belas lições. Que beleza a água! Mata a nossa sede e a de todos os seres vivos; limpa o que é sujo, refresca o calor, sustenta a vida na terra. Embora seja o elemento mais importante da natureza, é o mais simples: dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Em sua simplicidade ela [água] nos ensina como devemos viver: não se nega a ninguém; mata a sede do rico e do pobre, desce do céu para os bons e para o maus, sem distinção, aceita ficar suja para limpar os outros; aceita ser fervida para amolecer a comida, aceita virar gelo para conservar o frio, aceita ser acumulada para gerar a força das hidrelétricas; aceita sumir na terra para saciar a planta... Depois de usada, aceita voltar para as nuvens e retornar para a terra a fim de começar tudo de novo, sem se cansar. Quanta lição!

    Olhe para a minúscula semente. Nela há uma humildade enorme. Ela contém toda a vida de uma enorme árvore que ainda não existe, e aceita desaparecer e morrer na terra para dar a vida. Ela é extremamente pequena, mas sua força é descomunal. Ela não escolhe a terra para produzir; aceita qualquer solo em que a lancem; e faz de tudo para florescer, sem reclamar.


  • Pablitacr
    Pablitacr comentou:
    25/01/2011 | 18:37

    Acho que as informações sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, têm chegado à população. O que nos falta ainda é educação. E o entendimento que cada um fazendo a sua parte já ajuda a coletividade.


  • Tyska
    Tyska comentou:
    20/01/2011 | 15:04

    faz tempo q eu venho cobrando de mim mesmo e fazendo tbm....
    uso só sacolas retornaveis, uso cascas de frutas e verduras como adubo, faço sabão com o oleo q eu iria descartar....


  • novo comentário

    Você
    :D


    Avise-me quando houver novos comentários nessa matéria




Bolsa Mobile

Receba as notícias e atualizações na rede do Bolsa no seu celular.
Saiba como.