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Festa junina

por Gigi Caravaglia | 20/06/2011

A origem e as tradições desta comemoração deliciosa!




Festa junina

É chegada a hora do quentão, da canjica, da broa de milho, da pamonha, do cuscuz e da paçoca. As festas juninas pipocam por todo o país. Monte aquele look caipira caprichado no xadrez - que, aliás, está super em alta - e arraste o pé na quadrilha ao som do forró e do baião, com direito ao arzinho frio da estação no rosto.


Você já parou para pensar de onde vem toda essa tradição? O Bolsa de Mulher, sim, e resgata as origens da celebração mais gostosa do ano!

A festa

Segundo a professora Rúbia Lóssio, coordenadora do Centro de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior, da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco, os povos pagãos da Europa, Ásia e África aproveitavam o mês de junho para festejar os seus deuses da fertilidade, tanto da terra quanto do homem. Aproveitando o verão no hemisfério norte, os trabalhadores rurais faziam oferendas aos deuses para agradecer a abundância na colheita. "As festas pagãs foram se tornando tradição ao longo dos séculos", aponta a estudiosa.

Santo Antônio, São João e São Pedro

Ao longo da Idade Média, a Igreja Católica se apropriou deste período de celebração pagã para transformá-lo em uma data festiva no calendário cristão. Para manter a linha da fertilidade, foi escolhido Santo Antônio, o casamenteiro, como alvo da comemoração.

O ciclo joanino, no entanto, já começa a ser comemorado no dia 19 de março, que marca o início da colheita do milho. "Oficialmente, começam os festejos no Dia de Santo Antônio, 13 de junho, um dia após o Dia dos Namorados, passando pelo Dia de São João, 24, e termina no dia de São Pedro, 29 de junho", narra Rúbia Losso.

Abrasileirando

Muito popular em Portugal e nos países católicos, o ciclo joanino desembarcou no Brasil e ganhou força no século XIX com a colheita das plantações de milho. "A cultura popular é dinâmica e constantemente incorpora novos elementos em suas manifestações. Esse dinamismo traz motivação, envolvimento da comunidade e novos elementos", aponta a pedagoga Nereide Schilaro Santa Rosa, autora do livro "Festas e tradições", parte da coleção Arte e Raízes.

No Brasil, algumas características foram incorporadas, como as fogueiras e os balões. "Eles eram acesos para enviar mensagens entre as aldeias. Essa era a forma de homenagear os santos católicos, já que a luz era fundamental em um mundo onde a escuridão era natural", narra a escritora.

Quadrilha e brincadeiras

A quadrilha era uma brincadeira de quintal. "O povo vai sempre satirizar o seu cotidiano nos momentos de lazer. O Bumba-meu-boi, por exemplo, é uma sátira ao dono da fazenda, um protesto lúdico contra as instituições. Até o casamento caipira é uma sátira aos casamentos tradicionais da Casa Grande", explica Rúbia.

A dança teve origem nas danças palacianas das cortes europeias. "Inclusive é comum o uso de palavras francesas aportuguesadas como o ‘anarriê' na condução da coreografia", ressalta Nereide. As pessoas costumam se vestir de "caipira", como uma referência ao típico morador do interior do Brasil, resultado da mistura de brancos com indígenas. "Associa-se o uso de fogos a uma lenda que diz que os santos estariam dormindo e, com os estampidos, despertariam", continua ela.

Culinária

O melhor das comemorações juninas é, sem dúvida, a comida. O amendoim e o milho são os ingredientes principais. "As festas estão diretamente vinculadas ao início da colheita do milho e é nesse alimento que se baseia toda a culinária", aponta Nereide. O coco também aparece em muitas das receitas por se tratar de um alimento barato, o que favorecia os banquetes populares.

Ritmos

No Norte e no Nordeste do Brasil, a quadrilha se abrasileirou de vez ao incorporar as influências indígena e africana. Já no sul do país, vem da tradição castelhana. Os ritmos populares entre os trabalhadores rurais embalavam a celebração.

"O forró, por exemplo, era uma música similar à polca dos camponeses europeus que acabou incorporando os instrumentos da cultura indígena e negra. Era a música for all (em inglês quer dizer "para todos"). Além dele, surgiram baião, xaxado, coco, xote e outros ritmos conhecidos como arrasta-pés", conta Rúbia. "Nas regiões sulistas de nosso país, dança-se o pau-de-fita ou dança da fita, de origem europeia", completa Nereide.




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últimos comentários (2)

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  • pattybullon
    pattybullon comentou:
    22/06/2011 | 16:54

    Adinha concordo com vc sou da Paraíba mas no momento vivo fora do meu Brasil, mas brinquei muito tbm quadrilha, preparava muita canjica e ainda adorooo feliz sao joao pra vc.


  • Adinha sou eu mesma
    Adinha sou eu mesma comentou:
    22/06/2011 | 09:21

    OS FESTEJOS JUNINOS,SÃO MARAVILHOSOS,A CANJICA UMA DELICIA ,A PAMONHA NEM SE FALA,AS QUADRILHAS,JÁ BRINQUEI MUITO AGORA ASSISTO,SÂO LINDAS,AQUI NO NORDESTE ,FESTAS JUNINAS ,É TUDO,SEM IGUAL,BRICO MUITO...AMOOOO


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