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comentários (1)Trabalhando para o Planeta
Ser pioneiro, abrir caminho, enfrentar o novo, dar exemplo. A tarefa não é fácil, principalmente, quando envolve o meio-ambiente. O lado bom é que o mundo está mudando. Até mesmo o corporativo. Algumas empresas se mostram sensíveis à causa. E desbravam os caminhos da sustentabilidade para uma vida melhor e mais viável.
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No âmbito corporativo, organizações começam a entender que preservar o meio-ambiente é acreditar no futuro. A meta básica é a diminuição da poluição. Matérias-primas recicláveis ou naturais estão substituindo as prejudiciais à natureza. Cada vez mais, as empresas desenvolvem pesquisas para criar produtos ecologicamente corretos e promovem ações de conscientização. Ao agirem em prol do desenvolvimento sustentável, mudam comportamentos e ajudam a salvar o planeta.
Exemplos a serem seguidos
A Coza, empresa familiar gaúcha criada em 1983, fabrica produtos de utilidade doméstica sem descuidar do meio-ambiente e das questões ligadas à ecologia. Em 2006, as três irmãs Zatti, diretoras da Coza, incluíram a empresa no seleto grupo das organizações que usam biopolímeros - material biodegradável.
A implantação do segmento Ecodesign na Coza associou, de maneira criativa e responsável, o design moderno das peças ao compromisso com a causa ecoambiental. As linhas Bio, Native e Organic foram criadas dentro desse conceito de preservação ambiental:
A Bio é composta por itens de mesa, banho e decoração que misturam elementos orgânicos ao plástico. É produzida com a adição de lignina - uma substância que une as fibras da celulose ao linho, cânhamo e sisal, injetados com o polipropileno. A mistura diferenciada confere às peças aparência e aroma de madeira com qualidade e resistência do plástico.
A Organic apresentou o primeiro produto em plástico 100% biodegradável. As peças são feitas com o bioplástico, matéria orgânica extraída do amido da batata. Segundo Cristina Zatti, principal designer e responsável pelo desenvolvimento de produtos da Coza, possui as mesmas características do polipropileno, mas se decompõem com facilidade, a partir de 18 semanas enterradas.
De acordo com Cristina, a linha Native tem peças produzidas de um novo biopolímero, totalmente brasileiro e atóxico, composto de fibras e casca do coco. Tem de 35% de biopolímero de coco e 65% de plástico polipropileno.
Exemplo tipo exportação
A diretora da empresa afirma que as novidades aumentaram as vendas dentro e fora do país. "As exportações cresceram principalmente para a Europa, com destaque para a França e a Escandinávia," especifica Cristina Zatti. A irmã, Daniela Zatti, diretora comercial da marca, diz que a Coza não descansa: "Estamos sempre de olho, pesquisando novos materiais onde poderemos encontrar alternativas de preservação do meio-ambiente".
Além dos produtos comercializados, a empresa busca provocar o menor impacto ambiental possível na fábrica localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo as diretoras, a Coza trata a água da chuva e a aproveita no resfriamento dos moldes de plástico. Também recicla a sucata de polipropileno. Há mais de cinco anos, usa papel do tipo ecograph, que não passa por clareamento químico feito com cloro, altamente poluente. A empresa não aplica verniz UV na produção de seus catálogos, por inviabilizar a reciclagem do papel, e evita embalagens, o que reduz a produção de lixo.
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