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comentários (0)Era uma vez duas mulheres: Anita Maria Barbosa e Maria Lourdes de Jesus. Se perguntassem às moças quais eram os seus sonhos, elas responderiam "criar uma cooperativa, com cunho social, para gerar renda às moradoras da comunidade do Morro Dona Marta". A dupla mergulhou de corpo e alma no projeto e procurou o Viva Rio que lhes cedeu um confortável galpão. O resultado de tanta dedicação? Em 2000, nasceu o Costurando Ideias - só o nome já remete a coisas boas.
Confira o SLIDESHOW com os produtos da Costurando Ideias
O foco inicial do projeto era desenvolver produtos com roupas e tecidos não mais utilizados. "No início, éramos um grupo de costureiras que fazia costura simples. Todas eram muito talentosas, então o trabalho foi ganhando notoriedade dentro da favela e fora também. Um pouco depois de fundar o grupo, nós ganhamos uma doação de cinco máquinas industriais de costura do Viva Rio. Depois outras máquinas doadas foram chegando... Hoje nós trabalhamos com oito máquinas", conta D. Maria de Lourdes de Jesus, de 60 anos, uma das fundadoras do Costurando Ideias.
Integrado por 12 mulheres da comunidade, as artesãs reaproveitam materiais e transformam calças em saias, bolsas em acessórios, almofadas em lindas blusas. "Todas as mulheres sabiam costurar e lidar com tecido muito bem. Era mesmo um talento natural", diz D. Maria.
As especialidades das moças são os bordados e os produtos feitos com fuxico. "Já fizemos camisetas para o festival de música Rock in Rio, um trabalho exclusivo para o Fahion Rio e também para a loja Elle et Lui, além de outros trabalhos grandes. Participamos de cursos para administração de pequenos negócios, oficinas de fuxico, de bordado, de costura com retalhos, entre outras coisas", conta D. Maria de Lourdes.
A quantidade de mulheres no ateliê aumenta de acordo com a quantidade de pedidos. Mas a renda obtida através do artesanato ainda não é a principal fonte de renda dessas mulheres. " Eu já trabalhei com muitas coisas na minha vida. Fui camareira em hotel, camelô na rua, além de realizar trabalhos temporários. Estou completando 60 anos esse mês e há dez trabalho com artesanato. Apesar da renda obtida com o Costurando Ideais não ser capaz de sustentar uma casa, é um complemento. Além, claro, de ser gratificante para todas as mulheres. Costurar é uma coisa muito gostosa e nós estamos fazendo parte de um trabalho social, o que é muito bom", acredita D. Maria.
Há quatro anos, as costureiras fecharam uma parceria com a Rede Asta. Através das conselheiras da instituição e da divulgação (por site e por catálogo) dos produtos, o Costurando Ideias conquistou mais e novos clientes. "A Alice Freitas, coordenadora do Instituto Realice e da Rede Asta visitou o nosso ateliê, gostou das peças, passamos por uma seleção e ela nos convidou para fazer parte do catálogo da Asta", explica D. Maria de Lourdes.
Pronto! Na hora de escolher o presente da mãe, a lembrança para a sogra, um mimo para aquela sua amiga que acabou de se mudar, é simples: concentre as suas compras nos produtos artesanais. Você vai estar presenteando os dois lados da moeda: quem ganha. E quem faz!
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