Mundo Melhor

Consumo do bem

por Ana Luiza Silveira | 04/06/2009

Dia Mundial do Meio Ambiente: consumir também exige ética e bom senso


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Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso, mas não existe um único ato de consumo que não tenha impacto sobre o meio ambiente. Por isso é tão importante fazer escolhas conscientes, que evitem desperdícios e colaborem para evitar a falta de recursos no futuro. Veja como você pode fazer a sua parte:

Reciclagem: Pratique a coleta seletiva de lixo e reaproveite alimentos e outros materiais. Assim, você evita que mais recursos naturais sejam usados e ajuda na diminuição do lixo da sua cidade. Se um terço do material reciclável do Brasi fosse realmente aproveitado, a energia economizada beneficiaria 10 milhões de pessoas.

Combustíveis: Para ir à escola ou ao trabalho, escolha meios de transporte menos poluentes. Abandonando o carro, por exemplo, você gasta menos com gasolina, impostos, manutenção. E o planeta agradece.

Energia: Evite deixar luzes e aparelhos elétricos sem necessidade. Se os seus aparelhos ficam em stand by (com aquela luzinha acesa mesmo quando ele está desligado), tire-os da tomada. O stand by é responsável por até 25% da energia consumida. Troque as lâmpadas normais por lâmpadas fluorescentes, que são mais econômicas e duradouras. Se você usa chuveiro elétrico, evite tomar banho nos horários de pico, quando tem muito mais gente usando energia. Na compra de eletroeletrônicos, procure comprar os que têm os selos Procel e Conpet, que atestam que o produto tem menor consumo energético e baixo impacto ambiental.

Água: Evite banhos longos e uso desnecessário de água. Lave as roupas com a capacidade máxima da máquina de lavar e evite lavar a calçada com mangueira - use um balde e uma vassoura. Procure, também, consertar vazamentos em casa, pois eles são grandes vilões da conta de água. Se o consumo na sua casa é alto, pode ser uma boa idéia trocar as torneiras e o vaso sanitário por modelos novos, que são mais econômicos.

Alimentos: Procure comprar só o que vai consumir durante a semana, para evitar que a comida estrague com a passagem dos dias. Para isso, faça um planejamento antecipado. As sobras de alimentos também podem ser aproveitadas, então capriche na criatividade! Sempre que possível, troque o supermercado pela feira. Lá, os produtos não são embalados e os preços são menores. Prefira produtos naturais aos industrializados. Além ser uma escolha ecológica, eles têm qualidade melhor e preços menores.

Embalagens: Evite comprar aquelas feitas de materiais sintéticos e não-orgânicos e dê preferência para as recicláveis, como as de papel, papelão ou plástico biodegradável. Na hora de ir ao supermercado, use as sacolas retornáveis ao invés dos sacos plásticos, que demoram anos para se decompor, entopem os lixões das cidades e ainda poluem o ambiente.

Eletrônicos: Compre com mais parcimônia. Não troque celulares e computadores a todo momento.

Alimentação: Evite carne vermelha. Além de mais cara do que a carne branca, as florestas estão sendo dizimadas para a criação de gado. Além de consumir água excessivamente, o gado arrota. E o arroto dos animais emite poluentes, colaborando com o efeito estufa.

Vestuário: Cuidado com o excesso de sapatos, cintos e bolsas. Dependendo do material de que são feitos, eles podem levar 400 anos para se deteriorar.


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últimos comentários (1)

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  • renata_meloferreira
    renata_meloferreira comentou:
    05/06/2009 | 10:00

    Nossas escolhas fazem muitas diferenças no impacto ambiental.
    Porém, percebo que há situações que as escolhas menos poluentes ficam reduzidas.
    Vejo que, a cada dia, aumentam o número de embalagens. Muitos produtos que compramos tem, além da embalagem externa, uma embalagem interna desnecessária. Numa caixa de chás, todos os saquinhos vem embalados um-a-um. O mesmo acontece com produtos de higiene feminina, como absorventes. No caso do chá, há marcas que ainda não trazem essa embalagem interna. Já no caso dos absorventes, não encontrei, na última compra, nenhuma marca que não faça a embalagem um-a-um.
    Outro problema é o transporte público. Concordo que é melhor para o planeta deixar o carro em casa e ir de ônibus. Só que em Porto Alegre ocorre um fenômeno perverso. Na maioria dos casos, duas pessoas andando de carro, a gasolina fica mais barata que as duas passagens de ônibus urbano. Além de, nos horários de pico, quase não se consegue entrar nos coletivos. Aqui falta metrô e um número maior de ônibus com uma tarifa mais barata.
    A questão da tarifa também ocorre nos ônibus intermunicipais do meu estado. Duas pessoas de ônibus é mais caro que duas pessoas de carro.
    Percebo que, além de mudar nossos atos, devemos precionar empresas e autoridades.


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