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Cartilha de Consumo Consciente

por Paula Perdiz | 21/12/2011

APAS lança guia que ensina a implementar conceitos verdes em sua loja




Cartilha de Consumo Consciente

Mais do que vender, cabe aos supermercados orientar o consumidor sobre a prática do consumo sustentável, sem que haja prejuízo ao meio ambiente. Neste contexto, os estabelecimentos têm a oportunidade de dar o exemplo, e tornar a própria loja um símbolo de respeito à natureza. O Guia da Loja Verde desenvolvido pela APAS – Associação Paulista de Supermercados, tem como intuito conscientizar a população quanto aos cuidados e preservação com o meio ambiente.

Para quem ainda não ouviu falar, o guia traz dicas de práticas sustentáveis, sempre abordando temas como economia de água e energia, coleta seletiva de lixo e escolha de materiais mais ecológicos, a fim de obter resultados como redução de custos, retorno financeiro, valorização da marca, criação de novos relacionamentos comerciais e conscientização da população.

“A conjuntura de um mundo em constante transformação e economia globalizada requer uma nova filosofia de negócios, que leve em conta as abordagens econômica, ambiental e social”, diz o presidente da APAS, João Galassi. Para ele, a sustentabilidade deve estar integrada ao planejamento estratégico das organizações, de modo a criar valor para consumidores, fornecedores, acionistas e colaboradores.


O objetivo principal da publicação é desmistificar o tema e mostrar como é fácil adotar melhorias para promover a economia. Ele ajudará a propagar ações de sustentabilidade de forma objetiva, auxiliando o dia a dia de diretores e gerentes da empresa. Alguns exemplos: o supermercadista pode adotar na construção ou reforma de sua loja matérias-primas de origem renovável; expor em suas gôndolas somente produtos de fornecedores que tenham atuação social responsável em suas empresas; checar a origem da produção, principalmente, dos itens de maior giro, a fim de minimizar os impactos de transporte; adequar seus equipamentos de refrigeração para consumir menos energia; ajustar os sistemas de eletricidade para conter o desperdício; promover o reaproveitamento de água, inclusive da chuva; estimular a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos sólidos.

Além disso, na hora de construir ou reformar o imóvel, de investir na melhoria das lojas, os supermercadistas trocam de papel e, nessa inversão, devem estar atentos ao consumo sustentável. Como parte dessa responsabilidade, é preciso levar em conta todo o sistema construtivo e os acabamentos, com a utilização de produtos que contenham pouco ou nenhum composto orgânico volátil; utilizar blocos de entulho feitos a partir de material moído; optar pelo cimento com pelo menos 75% de material reciclado em sua composição.

Por mais que seja difícil de acreditar, a maioria das cidades brasileiras tem problemas com seus aterros sanitários com capacidade esgotada. O grande desafio do setor ainda é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada em 2010, que estabelece a responsabilidade de todos por tudo o que é produzido, consumido e descartado. Por esse motivo, os supermercadistas, responsável pelo abastecimento de 85% da população, devem contribuir efetivamente na conscientização de seus clientes para os problemas ambientais derivados dos padrões de consumo.

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