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Um dos maiores desafios propostos pelo agravamento do aquecimento global tem sido o futuro da produção de energia. Assim como para a água e os alimentos, as previsões para o abastecimento energético do mundo nos próximos anos não são das mais animadoras. Isso porque os combustíveis fósseis - cuja combustão emite altas doses de gás carbônico, um dos causadores do efeito estufa - ainda são responsáveis pelo fornecimento de três quartos de toda a energia consumida no planeta. E o petróleo, além de caro, é finito.
Além dessa dependência de combustíveis tão poluentes, há outro problema: as disputas geopolíticas que atingem a maioria dos países produtores de petróleo, que resultam em guerras, problemas diplomáticos e o fortalecimento de ditaduras. Sendo assim, tornou-se urgente a transição para o uso de fontes de energia limpas e renováveis, que não prejudiquem o planeta e nem coloquem as nações em pé de guerra. Em outras palavras, está lançada a corrida pela adoção eficiente de biocombustíveis e energias alternativas.
Os biocombustíveis são materiais biológicos renováveis que, quando colocados em combustão, conseguem gerar energia suficiente para gerar algum tipo de trabalho. São derivados de produtos agrícolas, como a cana-de-açúcar, e também de biomassa, matérias orgânicas e plantas oleaginosas. O álcool proveniente da cana-de-açúcar é o mais difundido e o preferido do governo brasileiro para ser usado nas próximas décadas, pois é bem menos poluente do que os combustíveis derivados do petróleo. Por mais que essas novas matrizes energéticas venham sendo apontadas como a salvação da nossa energia, elas não escapam de algumas polêmicas. Conheça os mais comentados biocombustíveis do momento:
Biomassa
É uma fonte limpa de energia, totalmente renovável, proveniente de variados materiais orgânicos. Cana-de-açúcar, restos de madeira, lenha, galhos, embalagens de papelão, papéis velhos, óleo vegetal, estrume de gado, pó de serra e casca de arroz, entre outros, podem ser utilizados na sua composição. Até parte do lixo urbano pode ser usado na produção de energia elétrica, e isso já vem sendo feito em algumas cidades do mundo.
O uso de biomassa é bastante vantajoso, pois os resíduos emitidos na sua queima não são poluentes e, consequentemente, não contribuem com o efeito estufa. Como são utilizados restos de produção ou de lixo, não são necessários altos custos de implementação e manutenção do processamento, o que facilita a produção. O único porém é que pode haver diminuição na produção de energia nos períodos de entressafra.
Biodiesel
É um combustível derivado de óleos vegetais extraídos de diversas matérias-primas, como mamona, soja, algodão, babaçu e dendê, entre outras. Também pode ser obtido no reaproveitamento do óleo usado em frituras ou por meio de gordura animal. Para transformá-los em fonte de energia, essas matérias-primas são moídas para a extração de seus óleos, que depois são misturados com álcool, preferencialmente o etanol. O biodiesel deverá substituir quase todos os derivados do petróleo, com a vantagem de não exigir modificação nos motores.
As vantagens do biodiesel são muitas. A principal delas é a redução das emissões poluentes dos derivados de petróleo em até 80%, o que já colabora bastante para a diminuição do efeito estufa. Por ser biodegradável, não-tóxico e não-explosivo, o biodiesel pode ser transportado e armazenado com segurança, sem causar danos ambientais. E, ao contrário dos combustíveis fósseis, que possuem enxofre em sua composição, o biodiesel não contribui para a ocorrência de chuva ácida - que é prejudicial às lavouras, às florestas e aos animais.
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