comentários (1)Depois do difícil diagnóstico do câncer de mama, é hora de partir para o tratamento. Para aliviar os efeitos físicos e emocionais desse processo, muitas mulheres têm buscado apoio nas terapias complementares ou holísticas - uma alternativa para quem deseja equilibrar corpo e mente durante e após o tratamento do câncer.
No entanto, antes de buscar qualquer tratamento complementar, é preciso desfazer a confusão que se faz entre estas terapias e as terapias alternativas. "Como o próprio nome diz, as terapias alternativas são usadas em substituição aos tratamentos médicos convencionais. É o caso de dietas especiais para o tratamento da doença", explica Paulo de Tarso, coordenador do setor de medicina integrativa e complementar do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Por esse motivo, elas não são recomendadas aos pacientes portadores de câncer", complementa o especialista. Por sua vez, as terapias complementares são usadas em conjunto com os tratamentos tradicionais.
As terapias complementares não substituem o tratamento tradicional do câncer de mama. "Elas são um aliado do tratamento científico e comprovado; uma forma de integralizar o tratamento, trazendo conforto e bem-estar ao paciente no nível físico e psicológico", enfatiza Priscilla Mendoza, fisioterapeuta do Instituto Paulista de Cancerologia, em São Paulo.
Antes de escolher o tratamento mais indicado, a massoterapeuta Shirley Szwarfuter recomenda: "É importante conversar com o médico e procurar informações em hospitais e associações ligadas à doença antes de adotar qualquer terapia complementar, já que o que é natural, não significa, necessariamente, que é seguro e isento de contraindicações".
Segundo pesquisa da Sociedade Americana do Câncer, divulgada em 2008, mais de 60% dos pacientes com câncer recorrem às terapias complementares visando à melhoria de sua qualidade de vida. E as maiores adeptas são as mulheres. Métodos como aromaterapia, hipnose, meditação e relaxamento são procurados por 59% das representantes do sexo feminino contra 43% dos homens.
E a diferença ainda é maior em relação a terapias como ioga e tai-chi-chuan (10,1% das mulheres são praticantes e apenas 1,9% dos homens frequentam as terapias). "Esse aumento na procura por terapias complementares é justificável, pois, a preocupação em relação ao câncer não é mais somente quanto à sobrevivência do paciente, mas inclui a qualidade de vida que ele terá durante e após o tratamento oncológico", justifica Shirley.
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