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Criada há nove anos pelo estilista Carlos Tufvesson em função de 1° de dezembro (Dia Mundial da Luta contra a AIDS), a campanha A moda na luta contra o HIV comemora mais uma edição. A largada foi dada no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, com a presença do estilista-anfitrião, do prefeito da cidade Eduardo Paes e de Lucinha Araújo fundadora da Sociedade Viva Cazuza.
Este ano, a história vai funcionar assim: de 23 de novembro à 3 de dezembro, várias vitrines do Quadrilátero de Charme de Ipanema vão ostentar o laço vermelho (símbolo mundial da AIDS). "É muito bom poder usar as vitrines em prol da utilidade pública. A melhor arma para combater a doença é a comunicação e a moda sempre foi um potente vetor para sensibilizar a população", diz Tufvesson.
Animale, Antonio Bernardo, Ateen, Bianca Marques, Casual Street, Dress to, Farm, Jelly, K&T, Lenny, Limits, Mara Mac, Maria Oiticica, Osklen, Via Flores, Maria Bonita Extra e Totalmente - são algumas das marcas que aderiram a campanha. "Essa campanha é uma iniciativa fantástica liderada pelo Tufvesson de convocar os lojistas de Ipanema", elogia Paes.
Diferente das tradicionais camisetas e ecobags das campanhas passadas, nesta edição o produto-solidário que estará à venda nas lojas participantes é uma necéssaire criada pela Jelly e ilustrada por Miguel Paiva, com a Radical Chic. Dentro da bolsinha: um preservativo e um par de sandálias Ipanema branca com estampa do símbolo da campanha. O mimo vai custar R$50,00 - valor que será integralmente doado para a Sociedade Viva Cazuza que trabalha com crianças e adultos soropositivos. "Sou uma pessoa que foi contagiada pela AIDS e não contaminada. O trabalho da Sociedade Viva Cazuza não pode parar!", diz Lucinha.
Vale lembrar que qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser contaminada em caso de sexo não protegido. Esse ano, a campanha alerta para o aumento do contágio entre os jovens (que ingressam mais cedo na vida sexual) e pessoas da terceira idade - cada vez mais sexualmente ativas em função do aumento da expectativa de vida. "Queremos reforçar que a cura não existe e a única maneira tecnicamente comprovada de se evitar o contágio, do HIV ou de outra doença sexualmente transmissível, é pelo uso de preservativo", sinaliza Tufvesson.
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