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comentários (1)Os olhos da moda cada vez mais se voltam para o continente africano e fazem dele inspiração para várias coleções. Além da Índia, as tendências da moda apontam para outras etnias. Os desfiles do verão de 2009 no Hemisfério Norte e as coleções do inverno que se aproxima por aqui abraçaram o continente africano e toda a variedade de cores, estampas e texturas que em breve vão dominar as vitrines e as ruas.
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A principal marca a levantar a bandeira - ou as bandeiras - da África foi a Melissa. Batizada de Afromania, a nova coleção de calçados teve como musa inspiradora a artista Esther Mahlangu, da tribo Nbedele, da África do Sul. Vestindo-se de cores e estampas geométricas, Esther, de 75 anos, fez uma passagem pelo Brasil durante o último São Paulo Fashion Week para apresentar sua arte combinada com o tradicional modelo Ultragirl, que também ganhou versão com estampa animal.
Os novos modelos foram batizados com nomes como Ashanti, Numa e Adanna e nasceram com base nas pesquisas que a consultora Érika Palomino fez pelo continente especialmente para a Melissa. No mesmo embalo, a marca Jelly lançou seus acessórios em coleção coordenada com a Melissa e trouxe para as lojas os geometrismos e estampas que trazem bandeiras e ícones de animais típicos do continente, como rinocerontes e girafas, em uma leitura bem divertida e pop.
Para retratar a África na coleção que chega às lojas neste comecinho de outono, a grife carioca Sta. Ephigênia, de Luciano Canale, deixou o lugar-comum de lado e trouxe do continente os tons terrosos e adaptações dos colares e pulseiras da tribo Masai em acrílico, em uma coleção madura e adulta. Já a sempre jovem Cantão misturou as tendências étnicas da África com a de outros cantos do mundo para apostar nas estampas geométricas e coloridas, como manda o figurino do outro lado do oceano.
Pelo mundo, na última coleção de verão que apresentou nas passarelas de Paris, a grife Dior trouxe a inspiração que o estilista John Galliano buscou em suas viagens pela África. Apesar do desfile de alta costura, o lado rústico apareceu em colares de marfim, nos penteados em coque das modelos e, claro, nas estampas de píton, leopardo e tribais.
O japonês Junya Watanabe foi outro que se afastou de suas origens para desfilar a África em Paris. Do continente, Junya utilizou estampas de maçãs, folhas, onças e zebras, e o recorte de túnicas drapeadas e confortáveis.
Em Londres, o inglês Christopher Kane aproveitou as cores fortes e o couro mesclados às estampas nada discretas de onça, zebra, girafa - para citar as mais óbvias - e de rostos de macacos de várias espécies.
No que apostar: neste inverno, para vestir-se de África, garimpe e recheie seu armário com as clássicas estampas animais, estampas geométricas, túnicas de algodão, mistura vibrante de cores, pulseiras coloridas e volumosas, colares que remetam às tribos africanas. Combine alguns destes elementos - não todos! - com roupas e acessórios mais neutros, para equilibrar a produção e dar um ar cosmopolita à roupa.

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