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Um novo estudo revelou que os homens também sofrem da chamada "febre do bebê", que consiste no enorme desejo de ter filhos. O fenômeno físico e emocional é normalmente associado às mulheres. Gary Brase, professor associado de psicologia na Kansas State University, e sua esposa Sandra, coordenadora do projeto, passaram quase 10 anos pesquisando a tal "febre do bebê".
"Embora seja muitas vezes associada às mulheres, percebemos que em homens isso também ocorre", explicou Brase, que se interessou pelo caso após o nascimento do segundo filho. Até então a maioria das pesquisas atentavam apenas para os aspectos demográficos e sociológicos de ter filhos, mas nunca para a perspectiva psicológica. Os pesquisadores começaram aplicando três pontos de vista teóricos sobre a "febre do bebê".
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O primeiro deles é o ponto de vista sócio-cultural: as pessoas querem ter um bebê porque são ensinadas a desempenharem um papel sexual. As mulheres pensam que devem ter filhos por uma cobrança da sociedade, o mesmo se aplica aos homens; o segundo ponto está relacionado à mídia. Alguns homens e mulheres, ao verem bebês de propaganda, recebem aquela imagem como estímulo para terem os seus.
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O terceiro e último quesito diz respeito a adaptação: a "febre do bebê" é um sinal emocional, uma espécie de "sugestão" enviada para a mente, como se dissesse que aquele é um bom momento para ter um filho. A partir desses dados, os pesquisadores criaram um formulário onde se perguntava qual era o seu maior desejo: ter dinheiro, ser famoso ou ter um filho. Para surpresa geral, tanto mulheres quanto homens preferiram ter filhos.
"Nós encontramos esse tipo de ironia porque ter um bebê e fazer sexo estão causalmente relacionados", disse Brase, que também listou os maiores motivos para homens não quererem ser pais: terem que demonstrar afeto publicamente, encarar os choros e birras dos bebês e gastarem dinheiro e perderem a vida social.
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