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Imaginem a cena: você conhece um rapaz inteligente, bonito e bacana, mas quando olha para os pés dele percebe aquele mocassim desgastado com meia branca, ou pior, marca um cinema e lá vem ele feliz e garboso com uma pochete pendurada na cintura. Ok, os exemplos foram um tanto exagerados, mas atire o primeiro cabide quem nunca implicou com aquela camisa de político usada para dormir ou aquelas meias furadas do paquera, namorado, marido.
Em entrevista ao Bolsa de Mulher, o cantor Lucas Vasconcellos da banda Letuce, revelou que confia à namorada, a cantora e atriz Letícia Novaes a tarefa de comprar suas roupas e afirma que isso tem dado muito certo. Pensando nisso, fomos falar com mulheres que durante a sua trajetória de relacionamentos sempre tiveram que dar algumas dicas ao parceiro de como combinar aquele jeans com uma camiseta bacana ou que assumiram a função de ser personal stylist do marido e dos filhos.
Um caso clássico é o de Regina Nunes da Costa, que há 31 anos compra todas as roupas do marido, o professor Edson, inclusive, pasmem, as cuecas. "Ele sempre acha que não está precisando de nada", explica Regina. O hábito veio logo após o casamento e ela organiza também o armário e verifica itens de cuidado pessoal como desodorante e creme de barbear. Achou difícil?
"O Edson tem um estilo básico, jeans, camiseta, não é complicado", minimiza ela, que só não se mete quando o assunto são os sapatos. Mas evita peças em xadrez e abusa dos tons de verde, "a cor preferida" do "quase filhão". A prática fez com que a dona de casa também se aventurasse pelo guarda-roupa dos filhos Rafael, 27 anos, e Gabriel, 16.
"O mais velho já se veste sozinho, mas o caçula eu costumo ir com ele comprar", conta Regina. "Meu marido é muito apegado, ele não gosta de se desfazer das coisas, por isso eu fiscalizo, vejo quais blusas ainda servem, quais as calças e o que não está bom eu me desfaço", revela ela, que comprou na última semana um jeans novinho para Edson.
Quase profissional também é a jornalista Sabrina - que vamos chamar assim para preservar sua identidade - que com apenas 19 anos precisou dar mais estilo ao namorado de 29. "Ele dizia que no trabalho todo mundo ia de jeans e camisa, mas ele que era o chefe também ia assim. Para as pessoas mudarem ele também precisava mudar", relembra ela, que eliminou todas as "camisetas de mecânico" e "meias do Grêmio".
"Acredita que um dia fomos jantar e ele estava com uma meia do time? Cortei todas as meias felpudas e apresentei a ele o terno e camisas coloridas para variar o visual", explica ela, que levava o namorado ao shopping e garante que ele aceitou bem as dicas. "Eu não sou focada em moda, grife, mas no estilo, me preocupo em criar um estilo dentro do que o cara gosta, não é mudar completamente", ensina.
Aos 38 anos, Sabrina precisou mais uma vez recorrer aos seus truques de estilo quando se viu apaixonada por um homem que só só gostava de calça e camisa social. "Ele era muito careta e precisei deixar ele mais descolado", conta ela, que deu um jeito de mudá-lo: como não conseguia arrastar o namorado para fazer compras decidiu presenteá-lo com peças mais bacanas. "Dava do meu dinheiro mesmo e aos poucos ele foi gostando e assimilando", relembra.
Mas não pensem que sempre foi assim. Com o ex-marido, era ela quem ganhava sugestões. "Meu ex-marido era super ligado em moda, ele adorava me produzir, dobrar a manga da minha camisa", relembra.
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