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A edição de outubro da revista Rolling Stone Brasil traz em sua capa de aniversário uma entrevista com Chico Buarque. Na conversa, o compositor falou sobre como lida com os inúmeros paparazzi que vivem na cola dos famosos, sobre música e também contou como se posiciona politicamente hoje em dia.
“Acho chato essa fiscalização moralista da vida dos outros. Vou deixar de ir à praia, mas outras coisas eu não vou deixar. O meu vinho vou tomar, meu cigarro vou fumar”, conta Chico sobre a fiscalização intensiva dos fotógrafos. E completa: “É difícil ser o Chico quando as pessoas pensam que você é o Chico. Você não anda pela rua e pensa: 'ah, eu sou o Chico Buarque'. Isso não passa pela cabeça do artista”, diz o dono dos olhos verdes que já conquistaram tantas mulheres - como a atual namorada, a cantora Thaís Gulin, 35 anos mais nova que ele.
Quando o assunto é música, Chico confessa que “sair da inércia é complicado”, tanto para a música quanto para a literatura. Com o passar do tempo, ele conseguiu administrar a pressão que sofre quando vai lançar um livro ou um CD novo. Por isso, não tem contrato com nenhuma gravadora. “Não tenho obrigação nenhuma e já é suficiente a pressão que a gente exerce sobre si próprio”, garante o poeta, que está envolvido com a concepção de sua turnê, do seu novo CD, “Chico”, que deve começar por Belo Horizonte.
Já sobre política o compositor conta que tem uma postura diferente do passado. “Não me interessa repetir o que está nos jornais, nem dar entrevista falando mal do governo. Eu gostava de falar mal do governo quando os jornais não o faziam”, explicou Chico que contou como é seu envolvimento atualmente. “Durante uma campanha eleitoral, o artista é praticamente compelido a se manifestar. Eu sei perfeitamente o que faço quando tomo partido durante uma campanha”, explica.
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