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Pergunte a qualquer brasileiro que foi tentar a vida lá fora o que, do Brasil, ele sentia mais saudade. As respostas vão variar, mas com certeza você vai ouvir: "Sentia falta era do feijão". Um dos nossos principais alimentos, o feijão não pode faltar na mesa do brasileiro. Você sabe qual é a origem desse alimento tão importante para a nossa cultura?
De acordo com a Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, existem diversas hipóteses para explicar a origem do feijoeiro: "Tipos selvagens, similares a variedades crioulas simpátricas, encontrados no México, e a existência de tipos domesticados datados de cerca de 7.000 a.C., na Mesoamérica, suportam a hipótese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoamérica e disseminado, posteriormente, na América do Sul.
Por outro lado, achados arqueológicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feijões domesticados na América do Sul (sítio de Guitarrero, no Peru) são indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte". Além destes três locais originários, há outros locais como na Europa, na Ásia e na África.
Os feijões figuram entre os alimentos mais antigos da cultura da alimentação. Eles já eram cultivados no Egito e na Grécia. Segundo consta, os antigos romanos usavam os feijões nas suas festas. A disseminação do feijão, no entanto, deve-se ao fato de que, por ser de fácil transporte durante as guerras, os guerreiros que estavam em combate transportavam os grãos de um local para outro. Por sua vez, os exploradores foram os responsáveis por incentivar o uso e o cultivo dos grãos em diferentes partes do mundo.
No Brasil, a disseminação ocorreu de maneira semelhante. De estado para estado, dependendo da colonização, variam os tipos de feijão e também as maneiras de prepará-lo.
Propriedades Nutricionais
O feijão pertence ao grupo das leguminosas, que são os grãos produzidos em vagens. Algumas leguminosas são: feijões (preto, mulatinho, manteiga, carioca), grão de bico, ervilha, soja, lentilha, fava e tremoço. Elas fazem parte de um rico grupo alimentar composto por proteínas vegetais e apresentam em sua composição carboidratos complexos, fibras, vitaminas do complexo B, minerais como potássio, fósforo, magnésio, zinco, ferro, cálcio e pouca quantidade de colesterol e sódio.
De acordo com o site RG Nutri, o feijão é a principal fonte de proteína do brasileiro, em importância, seguido pela carne bovina e o arroz. Apenas esses três alimentos básicos contribuem com 70% da ingestão protéica, além de ser uma cultura de grande expressão sócioeconômica no Brasil (Fonte: Machado, Ferruzzi & Nielsen, 2008). A importância alimentar do feijão deve-se, especialmente, ao menor custo de sua proteína em relação aos produtos de origem animal (Mesquita et al, 2006).
Na página 2, conheça os tipos de feijão consumidos de norte a sul do país - e dicas de como prepará-los
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