olá alguem poderia mim explicar o que e bocio coloide, isso e uma doença ,tem cura estou querendo engravidar sera que posso,ainda naõ fui no medico,tem alguma gravida com isso.por favor mim ajudem.
São saliências, tumefações ou protuberâncias do tecido tireoideano palpáveis ou identificáveis por outros métodos diagnósticos, como: a ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, com características císticas(preenchimento líquido) ou sólidas.
2. Qual a sua causa?
As causas são múltiplas, pois, a maioria das doenças tireoideanas, sejam elas por bócio colóide, tumores benignos, malignos, cistos e inflamações, podem se manifestar em algum estádio de sua evolução por um nódulo.
3. Quais os métodos preventivos?
A probabilidade de um nódulo de tireóide ser câncer é maior em pacientes mais idosos, com idade maior que 60 anos(cerca de 20%), em pacientes do sexo masculino(17% contra 8% nas mulheres) e em pacientes que receberam irradiação anterior na região o pescoço(acidente de Goiânia ou Radioterapia para tratamento de outros tumores)
4. Qual o tratamento?
Atualmente os nódulos tireoideanos são divididos em benignos e malignos conforme a punção biópsia aspirativa com agulha fina, exame que tem cerca de 98% de possibilidades de acerto. Caso a punção seja positiva para malignidade, a opção de cirurgia é a mais indicada, e em se tratando de nódulo tireoideano com características de benignidade à punção biópsia aspirativa, em paciente jovem com pouco tempo de duração, o tratamento clínico com hormônios tireoideanos tem mais chances de redução do nódulo.
5. Quando não tratado o problema, ele pode desencadear outras doenças? Quais?
Pode haver crescimento progressivo do nódulo com conseqüente compressão das estruturas profundas do pescoço, como traquéia(falta de ar, tosse seca) e esôfago(dificuldade para engolir) no caso dos tumores benignos e os mesmos sintomas, associados à rouquidão, devido compressão dos nervos laríngicos, no caso dos tumores malignos da tireóide.
6. Quais as pessoas mais acometidas pela doença? Por que?
As mulheres são mais acometidas pelos nódulos tireoideanos e tumores malignos de tireóide que os homens, mas em compensação, os homens portadores de nódulos tireoideanos têm mais chances de serem portadores de lesões malignas que as mulheres. Portanto, um paciente do sexo masculino com um nódulo tireoideano único, duro e irregular é mais suspeito de apresentar um câncer de tireóide que uma paciente do sexo feminino.
7.Quais os sintomas que o paciente apresenta?
O paciente se queixa de uma elevação nodular no pescoço que progressivamente aumentou de tamanho ou foi percebida por seus familiares/amigos ou seu médico, durante consulta para tratamento de outro distúrbio não relacionado com o problema em questão.
8. Como se faz o diagnóstico do problema?
A abordagem do paciente com nódulo tireoideano usualmente é clínica, com investigação diagnóstica proporcionada pelo endocrinologista que usualmente solicita ou realiza a puncão biópsia aspirativa com agulha fina, e posteriormente conta com a avaliação de exames de diagnóstico por imagem, como: ultrassonografia, cintilografia, tomografia axial computadorizada e ressonância magnética da tireóide.
9. Quais os tipos de nódulos?
Os nódulos tireoideanos são classificados em benignos e malignos, conforme a punção biópsia aspirativa com agulha fina. Como benignos, encontramos os adenomas foliculares, cistos, bócio colóide e tireoidites(inflamações). Já os tumores malignos(cânceres) são classificados em bem diferenciados(menos agressivos) e pouco diferenciados(maior agressividade).
Os cânceres de tireóide com menor agressividade que acometem mulheres com idade menor que 35 anos, e possuem tamanho menor que 1,5 centímetro de diâmetro, podem ser tratados com retirada parcial da tireóide(carcinoma folicular). No entanto os tumores mais agressivos com maiores dimensões que acometem pacientes com idade mais avançada, devem ser tratados com a retirada completa da tireóide e dos nódulos suspeitos do pescoço.
10. Esta doença é muito grave? Pode levar o paciente à morte ou deixar-lhe seqüelas irreversíveis? Por quê?
Os nódulos tireoideanos quando em fase inicial, cuja punção biópsia aspirativa não evidencie sinais de malignidade, ou aqueles nódulos tireoideanos com sinais de hipertireoidismo podem ser tratados clinicamente com supressão hormonal obtendo boa resposta. Mas aqueles nódulos tireoideanos mais antigos, já organizados, com fibrose e os tumores e cistos tireoideanos, só são passíveis de cura, mediante a cirurgia.
Em fase avançada, os nódulos tireoideanos provocam compressão de estruturas profundas do pescoço e quando malignos podem infiltrar tais estruturas(traquéia, esôfago, nervos e vasos sangüíneos) ou levar à disseminação da doença para órgãos distantes como: pulmões, fígado e ossos, desencadeando a morte do paciente.
Os nódulos tireoideanos, de um modo geral, quando em sua fase inicial, têm mais chances de cura que quando diagnosticados em fase avançada. Dessa forma, pacientes portadores de nódulos tireoideanos devem procurar o Endocrinologista e ou Cirurgião de Cabeça e Pescoço logo no início, para o diagnóstico e tratamento de suas doenças.
A palavra ‘bócio’ indica o aumento do volume da glândula tireoide, situada na face anterior do pescoço, logo abaixo do ‘pomo-de-Adão’, ou seja, a cartilagem tireoide. O bócio pode se iniciar por uma carência nutricional, infelizmente, ainda comum em vários países: a falta crônica de iodo na alimentação, na água, nos vegetais e animais de várias regiões do globo. Por exemplo, boa parte das antigas repúblicas socialistas da União Soviética, agora independentes, deixaram de ter um programa nacional de distribuição de iodo a todos os habitantes dos respectivos países. Assim a Ucrânia, Casaquistão, etc., hoje apresentam falta de iodo na alimentação usual. Outros países da antiga Cortina de Ferro, da região Balcânica (Albânia, Croácia, Macedônia, Romênia, etc) ainda apresentam áreas com falta de iodo para as populações.
Na África vários países não se organizaram para este grave problema de saúde pública e estão sob carência de iodo. Em 2007 cerca de 2 bilhões de habitantes da terra estavam sob falta de iodo nutricional. Nestas condições a tireoide aumenta de tamanho e com o passar dos anos formam-se nódulos constituindo o que se denomina de Bócio Multinodular. Por outro lado, mesmo em áreas onde existe iodo, algumas pessoas podem formar nódulos na tireoide por causas genéticas. Isto porque sabemos que o Bócio Multinodular pode ser de origem genética, ocorrendo nos avós, nos pais, nos filhos e netos. Seja por falta de iodo ou por herança genética o Bócio Multinodular é uma das afecções mais comuns da glândula tireoide. Mesmo após a correção da carência crônica de iodo com o uso diário de sal iodado (obrigatório no Brasil para toda a população desde 1995), os indivíduos com mais de 50-60 anos que viveram por muitos anos sob carência de iodo podem ter nódulos na tireoide.
O diagnóstico do Bócio Multinodular
A simples inspeção da região cervical anterior já indica um volume aumentado, com a presença de nódulos. O exame ecográfico, isto é, pela ultrassonografia, permite visualizar e classificar estes nódulos. O exame pelo ultrassom é capaz de nos informar a possibilidade de haver um nódulo com características de malignidade. Sabemos, todavia, que esta possibilidade seria de cerca de 10% ou menor. Isto quer dizer que mais de 90% dos Bócios Multinodulares são benignos.
Tratamento não cirúrgico do Bócio Multinodular
Durante vários anos, a cirurgia desta tireoide aumentada de volume (bócio) foi considerada como a terapêutica mais indicada embora de custo elevado e possibilidade de haver algumas consequências na fase pós-cirúrgica. Todavia muitos pacientes com Bócio Multinodular são idosos e apresentam outras moléstias (cardíacas, renais, hipertensão, diabetes) que, possivelmente, aumentam o risco cirúrgico. Por outro lado, muitos pacientes não querem se submeter à cirurgia.
Há cerca de 20 anos, em alguns países europeus, se iniciou o tratamento do Bócio Multinodular com iodo radioativo. O tratamento apresentou ótimo resultado. No entanto as doses de radioiodo utilizadas eram elevadas com radiação total do corpo muito além do que se poderia desejar. Além disso, o paciente teria que ficar internado por três dias em hospital.
Mais recentemente, desde 2001, iniciou-se uma nova modalidade de tratamento. Precedendo a dose de radioiodo (relativamente baixa, de 30 milicuries), o paciente recebe duas injeções, em dois dias consecutivos, de um hormônio estimulador da tireoide (TSH). Com este estímulo todos os nódulos do bócio recebem e absorvem o iodo radioativo. A radiação passa a exercer o seu efeito imediatamente e após seis meses nota-se redução do volume do bócio de 30-40%.
Ao fim de um ano do tratamento o volume da tireoide já é 60% menor do que o inicial. Após quatro anos o volume da tireoide, praticamente, deverá estar dentro do normal. O custo deste tratamento é bem inferior ao da cirurgia, o) paciente não precisa ficar internado, não há efeitos colaterais graves, exceto a possibilidade de haver hipotireoidismo.
Tal terapêutica não cirúrgica é bem tolerada e pode ser aplicada em idosos com outras co-morbidades, tem custo relativamente baixo e não necessita de internação. Essa modalidade de tratamento talvez seja a que melhor se indica para países de grande massa populacional, que não possuem cirurgiões especializados em número suficiente para operar as centenas e milhares de pacientes com Bócio Multinodular.
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