“Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.”
Sempre fui muito seletiva com minhas relações e, honestamente, nunca me importei em ser considerada egoísta por eliminar de meu convívio as tais criaturas que só nos “puxam para baixo”.
Uma coisa é exercitar a solidariedade, colocando-se ao lado de um amigo que passa por momentos difíceis.
Outra coisa é ceder à manipulação emocional barata de pessoas que fizeram clara opção por viver no fundo do poço e insistem em dividir a moradia com você.
São criaturas que se nutrem da tristeza e a quem a gente nunca pode contar uma só de nossas mínimas alegrias: elas sempre nos recordarão que a felicidade de hoje é apenas a véspera da catástrofe de amanhã...
Pessoas que se orgulham das próprias tragédias e nos fazem ter vergonha de nossas menores vitórias.
Cinco minutos de conversa com uma criatura dessas bastam pra que a gente sinta a alma nublar mais que céu de novembro:
“ – Que direito tenho a me sentir feliz, quando o resto do mundo, em definitivo, não o é?” – eis o que invariavelmente nos perguntamos.
Pessoas que, a olhares pouco atentos, podem até parecer “grandes amigas”.
Têm sempre um compassivo “os homens não prestam mesmo” para lhe dizer naquele preciso instante em que você chora as pitangas por conta daquele cafajeste que lhe partiu o coração.
E, para curar sua dor-de-cotovelo, sabem já decorados (caprichosamente em ordem alfabética)
os nomes de todos os ansiolíticos e antidepressivos, de todos psiquiatras e exorcistas, de todos os astrólogos e pajés.
Pessoas que emprestam o ombro quando você perde o emprego, mas nunca dão um sorriso quando você é promovido...
Amigo assim quero longe de mim!

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