Olha, casamento não é bolo. Não tem receita. Mas na minha vida conjugal funciona extamente o que você descreveu:
1) Ambos trabalhar fora e não MISTURAR dificuldades do trabalho com as do relacionamento...
Concordo plenamente! Algumas idéias do mundo do trabalho podem até ajudar na vida a dois.
Se, por exemplo, meu marido e eu conseguimos otimizar nossas agendas, organizando melhor nosso rotina, sobram horas extras para namorar um pouquinho mais.
Da mesma forma, alguns conceitos do casamento podem ajudar em nossas profissões: se o dia-a-dia no trabalho não for vivido com amor e entrega "na alegria e na tristeza", a profissão vira uma rotina infeliz e infelicidade é contagiosa: o casamento vai ser contaminado por isso!
Cada coisa em seu departamento, portanto!
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2) Fazer Schedule (esquemas) com as tarefas do lar...
Brinco dizendo que sou uma Amélia pós-moderna que, num dia, pode estar exercitando seus dotes culinários (adoro cozinhar!) em casa e, de repente, passar os três dias seguintes defendendo um projeto de trabalho importante noutra cidade.
Meu marido também trabalha muitíssimo, mas sempre foi participativo e tão responsável pelo bom funcionamento da infra-estrutura doméstica quanto eu.
Precisamos de alguns funcionários para manter toda a engrenagem doméstica funcionando, mas aqui em casa, não existe responsabilidade de "homem" ou de "mulher": quem estiver disponível em casa no dia, é quem dá as coordenadas e lista as tarefas dos funcionários, antes de sair para seu próprio trabalho.
O lema é ambos participarem pra nenhum morrer sobrecarregado. Afinal, a casa é dos dois!
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3) PRIVACIDADE respeitada...
Ser leal e íntima de meu marido não é sinônimo de ter que revelar tudo a ele: todas as gracinhas masculinas que escuto nas ruas, detalhes sobre todos os meus ex ou minúcias do que foi conversado naquele jantar só de mulheres.
Os casais de hoje vivem um paradoxo: de um lado, há pouco tempo para os momentos íntimos e, de outro, a intimidade é exposta sem limites. É o caso de ir ao banheiro com a porta aberta. Parece uma bobagem, mas são essas pequenas coisas que banalizam a relação, matam o mistério. E, como dizia Freud, para a sexualidade se expressar é necessário certa dose de mistério.
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4) Lazer juntos e separados...
No meu casamento, os momentos de lazer vividos juntos reafirmam que, mais que compromisso, casamento é alegria. É preciso deixar espaço para o improviso, a espontaneidade, aí cada encontro é uma oportunidade ímpar de reforçar o companheirismo.
Os momentos de lazer separados ajudam a romper com o grude e a simbiose – nos lembram que existem um homem e uma mulher e que eles não são “um só”, mas dois. É isso que alimenta o desejo do reencontro.
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4) Bater papo sobre assuntos do interesse comum...
Eu adoro conversar com meu marido e temos um leque bem vasto de assuntos: falamos desde culinária até terrorismo, sem jamais esgotar qualquer tema.
Desde o namoro, sempre considerei nossa relação intelectualmente muito instigante, porque um sempre apresenta determinado assunto por sua ótica muito particular e, em geral, muito diferente do ponto de vista do outro.
Eu aprendo muito com o que me é diferente. Minha linha de racicínio é mais ampla e horizontal e meu marido tem mais foco.
Ele costuma dizer, quando conversamos sobre certos assuntos:
- Seu pensamento vai longe!
Mas eu também me surpreendo com a capacidade que ele tem de prestar atenção nos detalhes.
Um assunto que não é nada comum aqui em casa é a clássica "discussão da relação."
É claro que temos arestas a aparar como todo casal, mas procuramos resolver as questões com bom humor e leveza, quando elas aparecem, sem precisar marcar um encontro solene para isso.
Trabalhar demais também é nosso antídoto contra brigas: com menos tempo juntos, o que sobra é pra curtir!

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