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comentários (18)Alívio
Para a arquiteta Leda Maia, de 32 anos, a separação foi um verdadeiro alívio. "Estávamos casados há oito anos e ser mãe sempre foi o meu sonho. A partir do momento em que eu descobri que estava grávida, meu marido mudou. Ele mal falava comigo, não me acompanhava ao médico, não perguntava sobre o bebê. Foi assim durante cinco meses. Quando o chamei conversar ele admitiu que estava com outra pessoa e que não tinha pedido a separação pela situação. Eu disse que se era o que ele queria, que fosse embora. Eu não ia me submeter àquilo e nem trazer uma criança ao mundo no meio de um cenário desses", conta.
Determinada a segurar a barra e terminar o relacionamento, Leda seguiu um velho e conhecido conselho. "Minha mãe sempre me disse que filho não segura ninguém. E eu acredito. Não quero ao meu lado alguém que não esteja feliz, principalmente agora. Não vou dizer que não dói porque dói muito. No entanto, nesse fim de gestação preciso de paz e de apoio. E isso ele não estava me dando".
Leda acredita que a separação foi o melhor caminho. "Depois que o bebê nascer veremos como a história vai se encaminhar. Afinal, o filho também é dele e, se ele cumprir com os seus deveres, terá os seus direitos. Por enquanto não tenho notícias dele e uma reconciliação está totalmente fora dos meus planos", adianta a arquiteta, que está de malas prontas para a maternidade.
Luz no fim do túnel
Há quem passe por maus bocados durante a gravidez para depois curtir um bom momento, como a economista Tatiana Silveira, 26 anos. "A minha gravidez não foi planejada. Já estávamos casados há dois anos e a notícia caiu como uma bomba. Meu marido dizia que não era a hora de termos um filho e eu não concordava. As brigas começaram a ficar mais frequentes e, quando cheguei ao quarto mês de gestação, ele saiu de casa e mudou de cidade. Fiquei arrasada".
Com ajuda da família e das amigas, Tatiana consegui seguir em frente. "No dia em que a bebê nasceu ele apareceu no hospital. Minha irmã havia avisado a minha ex-sogra, que contou a ele. Realmente não esperava e fiquei surpresa com a visita. Ele pediu perdão, disse que estava assustado com as responsabilidades que teria que assumir, mas que, a partir daquele momento sabia que estava pronto. Sofri muito durante a gravidez, pensava diariamente no que seria de mim e do bebê sem ele por perto. Apesar de toda dor, eu o perdoei e hoje somos uma família muito feliz", conta.
Ter conflitos de qualquer ordem durante a gravidez não é nada legal. Nessa fase, a mulher deve estar em equilíbrio físico e psicológico para que o bebê venha ao mundo com saúde e tranquilidade. O estresse afeta a glândula suprarrenal, que secreta quantidades elevadas de hormônios como cortisol e adrenalina no organismo. Isso pode alterar a pressão arterial, o açúcar no sangue, suprimir o sistema imunológico, dentre outros sintomas que podem prejudicar a saúde da futura mamãe e, consequentemente, a do bebê.
"É saudável que os pais saibam que o bebê necessita de um bom começo, com um ambiente voltado a atender com serenidade às necessidades que contribuirão para sua saúde psíquica. Por isso é importante que cada um, apesar da dor da separação, tente cuidar de suas questões, com o intuito de garantir o equilíbrio deste ambiente, para que possa ser suficientemente bom para este bebê", finaliza Cynthia Boscovich.
Dicas para atravessar a fase com equilíbrio
A psicóloga Cynthia Boscovich sinaliza que não existem receitas prontas que solucionem o problema da separação na gravidez por completo. "O que funciona para um casal, não necessariamente poderá funcionar para outro", diz.
No entanto, dá para os casais seguirem algumas dicas que garantirão uma travessia bem mais equilibrada. Segundo a especialista, os acordos são fundamentais para viver em equilíbrio, mesmo separados. "Percebo cada vez mais o interesse dos pais em dividir as tarefas dos filhos com as mães, que incluem em participar não só da educação, mas também do dia a dia deles".
Serviço:
Cynthia Boscovich - www.cuidadomaterno.com.br

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