Separação na gravidez > Separação na gravidez

Histórias de quem já passou por isso e dicas de como enfrentar essa situação

por Redação

Para muitos, a chegada de um bebê é sinônimo de muita felicidade e maior união entre o casal. Para outros, pode ser um período onde os conflitos afloram com mais intensidade e, se o casamento já não ia bem, qualquer questão vira a gota d´água que resulta em uma separação.

A situação não é nada fácil. Segundo a psicóloga Cynthia Boscovich, especialista em gestantes e na relação mãe-bebê, é difícil não se abalar com esta situação. "Por mais insuportável que possa estar a relação e a separação se tornar um alívio para o casal, o momento implica em sonhos desfeitos e em perdas para ambos. E, com um bebê a caminho, tudo tende a ficar mais delicado e merece cuidado", salienta.

Para não chegar às vias de fato, o melhor é partir para um diálogo franco. Se já houve conversa e a separação for mesmo inevitável, para que ocorram menores prejuízos a todos, o ideal é que o casal encare o momento da forma mais equilibrada possível, considerando o bebê que está para chegar. "Isto é difícil de acontecer, pois muitos sentimentos antagônicos estão presentes neste momento e nem sempre o casal consegue, não só enxergar onde está o conflito, mas também cada um perceber separadamente as suas dificuldades", diz a psicóloga.

Veja AQUI os conselhos de Cynthia Boscovich para quem está vivendo o problema

Separação amigável

Marcela Novaes, gerente de marketing, tem 30 anos e há três passou pela separação durante a gravidez. "Logo que descobri que estava grávida, nós sentamos e conversamos, pois, há alguns meses, a relação já não estava lá essas coisas. Concluímos que o melhor caminho seria cada um ir para um lado, mas que o bebê teria total amparo de ambos. Meu ex-marido se comprometeu a me acompanhar sempre que precisasse e se colocou à disposição para qualquer coisa", conta. Nesse caso, a dissolução amigável do casamento trouxe alívio para todos. Marcela seguiu em frente, com o apoio do ex e o bebê nasceu em meio a um clima de harmonia, respeito e carinho, mesmo com os pais separados.

Na maioria das vezes, fica bem difícil discernir qual é a melhor solução para ambos. Uma parte, por culpa do homem que geralmente adota a postura de "não estou nem aí para vocês", irritando, dessa forma, a mulher. Por sua vez, com os sentimentos aflorados e bem mais sensível do que o habitual, a mulher tende a não manter a calma. "Neste período a mulher está mais sensível, devido à ação dos hormônios, onde geralmente as emoções ficam à flor da pele". Pronto: confusão formada.

Por isso, a racionalidade é fundamental para um desfecho sem arrependimentos. A psicóloga ressalta que é importante observar o que de fato acontece e prejudica a relação e a cada um antes de rumar para a separação. "A gravidez movimenta questões íntimas e primitivas, nem sempre conscientes. O que para um pode ser uma alegria, para outros pode ser um pesadelo", afirma a especialista.

Uma alternativa para o casal com dificuldades é buscar ajuda profissional de psicanalistas ou psicoterapeutas: "O tratamento, seja ele realizado individualmente ou a dois, pode ser uma saída não só para resolver conflitos do casal que busca entendimento e pretende continuar casado, mas também, caso a separação seja inevitável, que consigam realizá-la da forma mais madura possível, a fim de amenizar os conflitos e os danos individuais", aponta Cynthia.

Por pior que o cenário possa parecer para a maioria das pessoas, nem sempre terminar um casamento com um bebê na barriga é ruim. Dependendo do estopim pode até ser uma forma de retomar a vida, ampliar os horizontes e ser verdadeiramente feliz.

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