Qual o sinônimo do dia 12 de outubro? Presente! O Dia das Crianças está aí e é natural que os pequenos fiquem ansiosos para saber o que vão ganhar na tão esperada data. Uma hora pedem uma bicicleta, em outra querem um par de patins... E tem ainda o brinquedo da moda que, com certeza, vai dar uma boa mordida na sua conta bancária! E quando o seu filho diz, com todas as letras, que quer tudo? Não deixe o desespero bater e saiba que, em primeiro lugar, enchê-lo de tantas surpresas pode não ser a melhor opção. Comece dando uma de economista: faça um balanço do orçamento para ajudar o seu filho na busca do brinquedo ideal e, de quebra, ensine algumas lições que não têm preço!
A maratona do presente começa muito antes de outubro aparecer. Sentado no sofá, enquanto assiste à televisão, seu filho mostra estar hipnotizado diante de tanta oferta: “Ei, mãe! Olha esse boneco novo!”. A cena se repete e, quando a data se aproxima, você se pergunta como dar um presente legal e sem mimar demais o pimpolho. Os lançamentos pipocam entre os intervalos dos programas infantis, fazendo com que a criança queira “tudo ao mesmo tempo e agora”. “Ela não tem noção do valor do dinheiro, isso é algo que aprenderá aos poucos. Quando pede alguma coisa e os pais não podem dar, fica triste e pode achar que não compram por uma questão de afeto. Daí a importância de explicar os motivos”, afirma a psicóloga Maria Luiza Bustamante, chefe do Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Calma, não é difícil! Comece abrindo o jogo sobre como andam as cifras da casa. “O seu filho deve ter noção da situação financeira familiar. E, por mais que tenha condições, não escolha os brinquedos pelo valor, mas pela utilidade: invista nos educativos”, ensina a psicóloga, alertando para o fato de pais que têm mania de dar tudo aos filhos. “No futuro, se tornarão adultos que não sabem lidar com a frustração. Eles vão querer tudo, sempre, e não aceitarão o não em nenhum momento de suas vidas”, alerta.
Outra forma de fazer com que o pequeno entenda o valor do brinquedo é promover um encontro solidário. Em casa, faça uma limpa no quarto e pegue tudo aquilo que não é mais usado. “Essa atitude ensina a criança sobre a relatividade: o que pode não servir para ela, pode ser útil para outra. E vice-versa. Assim, também não se sente desprovida de recursos e começa a ter contato com a caridade”, opina Maria Luiza. E até os brinquedos mais antigos e com defeitinhos têm destino certo: algumas Organizações Não-Governamentais (ONGs) recolhem para fazer restauração e distribuir aos orfanatos.
Ah! Você deve se lembrar também que, além do presente dos pais, possivelmente seu filho ganhará outros brinquedos de tios e avós, por exemplo. Assim, Inclua no combo algo que o pequeno esteja precisando! “Se for comprar alguma coisa muito cara, prefira um brinquedo mais em conta para dividir com a roupa ou o calçado. Explique o que é realmente necessário para a criança, pois o brinquedo não vai protegê-la do frio. Além disso, ela vai gostar de ganhar mais de um presente. Sem exageros”, pondera Maria Luiza.
E, para fugir das filas quilométricas e não precisar entrar na corrida maluca atrás do presente, opte pelo mundo cibernético. Existem sites especializados em vendas de artigos infantis. Além de evitar transtornos e cansaço, você tem a garantia de que vai gastar apenas o que planejou e, além disso, não corre o risco de a criança mudar de ideia ao ver algo que ache mais interessante na vitrine. E, diante da negativa, se o seu filho bater o pé, chorar e fazer um escândalo por não ter levado a motocicleta elétrica que não estava nos seus planos, você não passará vergonha no shopping. Fuja dessa roubada!
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