Casa e Família

Relação entre pais e adolescentes

por Redação | 24/01/2012

Como estimulá-los a participar mais da vida familiar




Relação entre pais e adolescentes

Fase mais temida por muitos pais, a adolescência é um período de muitas descobertas e mudanças no corpo, nos pensamentos e principalmente no comportamento dos jovens. É o momento em que as crianças crescem e se distanciam do “ninho” do pai e da mãe.


Muitas vezes, os jovens têm o tempo mais ocioso e os pais sempre planejam várias atividades em família na tentativa de interagir com seus filhos. O problema é quando esses adolescentes recusam-se a sair com a família e preferem ficar em casa ou sair com os amigos.


Isso acontece pelo simples fato de que esses meninos e meninas começam a ver seus pais como “desatualizados” e encontram nos colegas um compartilhamento de ideias e sentimentos. “A maior dificuldade é que nessa fase o adolescente quer autonomia, sente-se pronto para tomar decisões”, afirma o psicólogo Caio Feijó, especialista em psicologia clínica, psicoterapeuta de jovens, adultos e famílias.


O psicólogo acredita que os pais precisam estar atualizados com os assuntos de interesse dos filhos, conhecendo em todos os aspectos, desde o que gostam ao que não gostam. “Ter os filhos mais próximos em pleno século XXI é uma arte que precisa ser bem aprendida e desenvolvida.”
Nem sempre ditar regras e obrigar os filhos a fazerem coisas que não lhes interessam é correto, isso só o deixará com menos vontade de conviver com a família. Por isso, antes de programar uma viagem, um passeio ou até mesmo uma visita à casa de parentes, negocie com seu filho e veja o que ele realmente gostaria de fazer.

Através do diálogo é possível obter bons resultados. Quando o pai e a mãe se tornam “amigos” do adolescente e tentam entender o momento em que estes estão vivenciando, a relação começa a se tornar muito mais harmoniosa e o filho começa a perceber que a companhia da família é agradável. “A ‘parceria’ entre filhos adolescentes e pais é muito rara, os interesse são muito distintos. Para isso ocorrer, é necessário ser pais responsáveis e presentes”, conclui o psicólogo Caio Feijó.

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