Casa e Família

Política da boa vizinhança

por Rebecca Porphírio | 05/09/2008

Com algumas regras, é possível ter uma boa convivência com os vizinhos


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Política da boa vizinhança

É meia-noite e o cachorro do seu vizinho não pára de latir. Para completar, as crianças do apartamento de cima começaram a gritar e correr, e agora parece que seu teto vai cair a qualquer momento. Calma, não precisa arrancar os cabelos. Você é só uma de muitas que juram enlouquecer por causa de problemas com os vizinhos. Tudo começa com alguns nomes no livro do condomínio ou, quem sabe, alguma reclamação por interfone. Certo casos, porém, passam do bate-boca e chegam a envolver advogados, o Juizado Especial Cível e, até mesmo, a polícia.

“Com as devidas provas, ela pode entrar com uma ação material e moral contra o vizinho que está incomodando e também contra o condomínio, que foi omisso”

Aquele que disse que a "paciência é a arte de tolerar o intolerável" devia estar falando, na verdade, sobre a convivência entre vizinhos. Quem vive em prédio sabe: quase sempre as preferências de um morador não combinam com as do outro e qualquer desacordo vira motivo para declarar guerra. Na maioria das vezes, o atrito não passa de uma "interfonada" pedindo que os horários de silêncio sejam respeitados ou mesmo sugerindo para que você se desfaça do seu animalzinho. Porém, há casos mais bizarros quando, por exemplo, você precisa reclamar com seu vizinho de cima porque ele anda jogando cabelo molhado no seu basculhante.

Quando a política não funciona

No caso da contadora Vanessa Antunes, o pinga-pinga da caixa do ar-condicionado do vizinho anda acabando com o piso e com a tinta do quarto da filha. "Todos do prédio precisam limpar a caixa do aparelho sempre, porque senão entope. Não custa nada. Só que já faz oito meses que pedimos para que ele (o vizinho) limpe aquilo e continua a pingar água", explica Vanessa. "O problema é que entra água no quarto da minha filha e já tive até que retocar a pintura. Não queria, mas vou ter que procurar a justiça para pagarem pelos danos", desabafa.

Como se já não bastasse, o mesmo vizinho ainda tem o saudável hábito de molhar as plantinhas. Só que ao fazer isso, provoca uma verdadeira "enchente" na varanda de baixo, que é justamente a de Vanessa. "Uma vez, estava com meu marido na varanda e cheguei a ficar com o cabelo molhado quando caiu aquela água toda. Quando reclamamos, ele diz que ‘escorrega da mão dele'", diz a contadora, explicando que não só ela como mais outras duas moradoras também sofrem com a "enchente das plantinhas".

Normalmente, por uma questão de paz, explica o advogado Miguel Ramos, é melhor que sempre se tenha um livro de reclamações no condomínio, para que o morador esteja ciente de que está descumprindo as regras do prédio. No caso de Vanessa, quando já são oito meses de incômodo e está claro que o condomínio virou as costas para o morador, é possível pedir duas ações. "Com as devidas provas, ela pode entrar com uma ação material e moral contra o vizinho que está incomodando e também contra o condomínio, que foi omisso", explica Miguel.


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últimos comentários (5)

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  • comigo ninguem pode
    comigo ninguem pode comentou:
    24/11/2008 | 20:27

    NÃO POSSO RECLAMAR DOS MEUS VIZINHOS ,SÃO MUITO INDIVIDUALISTAS, CADA UM NA SUA ,SEMPRE.NUNCA SEI NADA DE NINGUEM, FALAM POUCO NINGUEM SE ENVOLVE COM NINGUEM!NÃO SEI NEM SE A VIZINHA ESTÁ EM CASA AGORA! OS MUROS SÃO ALTOS E AS PESSOAS NÃO TEM ACESSO A VIZINHO! PORTANTO NINGUEM VIU, NINGUEM SABE!


  • Cacá Metal
    Cacá Metal comentou:
    24/11/2008 | 11:48

    Bom... não tenho do que reclamar quanto aos meus vizinhos... Acabamos sendo uns amigos dos outros... Se um houve algum barulho diferente, já fica alerta... Tem sempre quem recolhe correspondências e distribui, ou recebe encomendas e guarda...
    Acho que quando todos querem, a coisa dá certo...

    Eu detesto crianças, porém meu vizinho tem muuuitos sobrinhos que vão lá no fim de semana... Ele manda as crianças brincarem no espaço que tem nos fundos do apto, e aí se as crianças gritarem... ele briga mesmo pois diz que ninguém é obrigado a curtir barulho dos outros... Assim como eu adoro som alto, mas sei que ele trabalha de madrugada e isso importuna, ou seja, só ouço som com fone de ouvidos...

    Essa semana uma das inquilinas deixou lixo no corredor de saída... nos reunimos e foi explicado que além do mau cheiro, causava má impressão. Ela reclamou um pouco mas retirou o lixo (e ainda lavou o corredor... isso foi surpreendente da parte dela).

    Nãaaao... não vivemos num mar de rosas... temos aquela vizinha velha, mãe de um quarentão solteiro, que fica debruçada na varanda o dia inteiro, mas essa, coitada... a gente passa e finge que não a vê. Ela diz que somos nariz empinado mas na real, só não damos corda na velha hehe

    Beeeeijos
    §♥Bruxa♥§


  • máximaD
    máximaD comentou:
    06/09/2008 | 18:03

    Bom, eu não moro no Brasil sequer, mas conheço bem o Rio de Janeiro, São Paulo ... de qualquer forma, concordo com a autora do tópico, educação nada tem a ver com dinheiro. Eu também moro numa zona priveligiada, uma das melhores da cidade, onde os imóveis são os mais valorizados, e no entanto desde sempre tenho uma vizinha que é uma coisa.

    Uma vez até criei um tópico a respeito disso. Ela tem grana, tem bons carros, mas deve ser muito infeliz, coitada, porque vive enchendo o nosso saco lá em casa, e isso dura há anos, desde que eu era criança. Implica com tudo e mais alguma coisa, é uma mal educada e não aplica nem um pouco a política de boa vizinhança, muito pelo contrário. Resolvi ignorar a mulher para não perder a cabeça porque teve um dia que faltou pouco para partir pra cima dela, ela disse que ia envenenar minha gata, pode? Só porque a bichinha vai passear no quintal dela de vez em quando, e quase sempre a noite porque ela fica solta. Puxa, não é preciso tanta intolerância.


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    Você
    :D


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