comentários (1)Lidando com as frustrações e injustiças da vida real
É na primeira infância (até os 6 anos) que os heróis e vilões têm mais influência sobre o comportamento da criança. "Nessa idade, a criança começa a formar a personalidade. Ao assistir a desenhos e filmes com heróis e vilões, a criança trabalha diversos sentimentos (raiva, alegria, medo, tristeza e outros) ao mesmo tempo", afirma Márcia Rodrigues.
Aos poucos, os pequenos vão adaptando os ensinamentos dos heróis às frustrações da vida real. "A criança percebe que heróis poderosos, como o Super-homem e o Batman possuem características humanas. E o principal: fragilidades. Elas se identificam e passam a acreditar que podem ser tão fortes quanto o herói ao resolver seus problemas", acrescenta a psicopedagoga.
Fantasia X Realidade: conflito ou equilíbrio?
Crianças que tentam voar, que buscam superpoderes ou se acham imortais. O contato com o reino da imaginação pode criar confusões nas mentes infantis a ponto de uma criança acreditar que a fantasia tomou o lugar da realidade? Quem responde é Márcia Rodrigues. "Essa ideia é muito comum entre os pais. Mas não é real. As crianças não são ingênuas a ponto de se jogar do décimo andar para voar como Peter Pan. Elas sabem exatamente o que é verdade e o que é de mentirinha", tranquiliza.
A psicopedagoga alega que, a menos que o contato com os super-heróis seja excessivo, essa relação só traz benefícios. "Uma boa maneira incentivar é brincar com a criança. Participar de suas fantasias e contar histórias que estimulem a imaginação infantil", aconselha Lídia Aratangy. Tudo de forma saudável.
Deve haver um limite na exaltação dos super-heróis e vilões na educação da criança. Ao dizer que o filho vai ficar forte como o Popeye se comer tudo ou será comido pelo lobo mau se não fizer a lição de casa pode ser prejudicial. Já que estamos falando de heróis e vilões, aí vai uma dica: o feitiço pode se virar contra o feiticeiro. "A chantagem vira uma arma na mão dos filhos, porque as crianças aprendem através de ações feitas pelos pais", alerta Márcia Rodrigues. "Não mentir, não fingir, não esconder sentimentos das crianças ajuda na formação de uma personalidade sadia", complementa a especialista.
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