Casa e Família

O pestinha

por Carolina Mouta | 05/12/2008

O seu enteado te deixa de cabelos em pé? Mantenha a calma e saiba agir




O pestinha

Os meses de dezembro e janeiro trazem consigo um outro período: o de férias escolares. É bastante comum nessa época os filhos de pais separados passarem algum tempo com o pai. Podem ser dias difíceis, principalmente quando há uma madrasta no meio da relação e, para piorar a situação, o enteado não costuma ter, digamos, uma comportamento dos mais exemplares... Mas para tudo há solução! Respire fundo, conte até dez e não desça do salto com o danadinho!

Muitas vezes, a criança vê na madrasta uma inimiga. E a disputa da atenção do pai pode fazer o filho aprontar mais. "Isso irá depender de vários fatores: como ocorreu a separação dos pais, se foi um desligamento traumático ou mais amistoso; como essa nova companheira foi introduzida no universo da criança, como os pais da criança lidam com os novos parceiros, se respeitam a subjetividade de seus filhos", exemplifica a psicopedagoga Dulce Consuelo.

“Se o que fez coloca em risco a vida da criança, é importante que o adulto, seja madrasta ou padrasto, faça a intervenção na mesma hora. É possível falar sobre algo difícil de forma firme e estruturante”

Mas, apesar da dificuldade na relação, a madrasta não pode se intimidar e deixar o pequeno pôr fogo na casa. "Chamar a atenção da criança faz parte do processo de educação e de aprendizado do ser humano; o ponto de equilíbrio dessa relação entre madrasta e enteado é o como se chama essa atenção. É muito importante, antes de dizer algo, refletir se realmente há o que dizer, como dizer e para que dizer", ensina Dulce.

Impor limites faz parte de qualquer relacionamento. É importante saber que deixar a criança fazer o que quer não é o caminho para um vínculo mais amistoso. "Colocamos limites o tempo todo com nossas ações e atitudes. A criança, adolescente ou adulto sempre respeita aqueles que agem como realmente falam. É preciso ser fiel aos seus pensamentos e sentimentos", observa a especialista.

Demonstre firmeza

Segundo Dulce Consuelo, a madrasta deve ter autonomia para repreender as crianças sem que seja a bruxa má. "Se o que fez coloca em risco a vida da criança, é importante que o adulto, seja madrasta ou padrasto, faça a intervenção na mesma hora. É possível falar sobre algo difícil de forma firme e estruturante".

Para o pai, a dica é ter cuidado com o comportamento "em cima do muro", que pode fazer a criança entendê-lo como permissivo. "O filho também pode percebê-lo como uma pessoa ausente, que não o ama, que não o protege", analisa a psicopedagoga.

Se a pedra no seu sapato é um adolescente, relaxe. Normalmente, eles costumam ser rabugentos até com os pais. "A fase mais tensa ou problemática do ser humano é a fase da adolescência, mas isso independe se é madrasta ou padrasto que está na interação. Esta fase é difícil para os próprios pais", afirma a especialista.

Entretanto, se apesar do carinho, dos cuidados e da atenção que você dispensa aos seus enteados o resultado não é satisfatório, mantenha a calma! Não tem jeito. Você escolheu viver com um homem que nunca vai deixar de ser pai. O melhor caminho é saber quando e como se aproximar da criança. "É importante respeitar o espaço dos filhos com os pais. A madrasta deve se aproximar da criança quando esta estiver 'doce' e se afastar para se preservar quando a criança manifestar um comportamento 'amargo' com ela", ensina Dulce.

Terapia em família

Outra dica da psicopedagoga é buscar ajuda psicoterápica. "É um bom caminho do meio para aprender a delimitar os espaços vitais da família, inclusive o próprio. Em minha experiência clínica, percebo muitas madrastas e padrastos disputando todos os espaços do companheiro(a) e fantasiando uma relação ideal sem a presença dos filhos. Essa postura é um indicador de falta de maturidade, além de denunciar que essa pessoa não está pronta para compartilhar afeto", observa a especialista.

Caso a situação esteja insustentável, nada de chiliques. Pense que é só uma fase e que logo o pestinha vai voltar para os braços e para a casa da mãe. "Não há o que fazer quando a paciência esgota. É importante silenciar, resguardar-se para pensar os próprios sentimentos. Vale lembrar que a situação deve ser de prevenção, daí a necessidade da psicoterapia. Construir um vínculo positivo é mais fácil do que ressignificá-lo", finaliza a psicopedagoga.




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últimos comentários (2)

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  • adriana44
    adriana44 comentou:
    10/12/2008 | 19:35

    tb nao sei quero a juda para um que eu tenho de 2 anos e meio. obrigada.


  • alex-sueli_pisciana
    alex-sueli_pisciana comentou:
    09/12/2008 | 15:59

    Eu gostaria de saber o quero eu faço com tres meninas dentro de casa nas ferias delas por favor me responda


  • novo comentário

    Você
    :D


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