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O formato das famílias mudou. O modelo tradicional deixou de ser o padrão e o esperado. Casais homossexuais estão constituindo família, pais solteiros estão em maior número e casamentos são desfeitos e refeitos com facilidade, aumentando o número de famílias com filhos e enteados.
Com isso, novas situações familiares apareceram e a sociedade precisou reeducar a forma como encara a “instituição família”. Tema bordado no livro “Direito das Famílias” (Campus/Elsevier), escrito pela advogada e professora de Direito Civil Adriana Caldas que questiona a serventia do amor nas famílias e busca mostrar uma relação entre a psicologia e o Direito na hora de avaliar questões familiares.
“Nós estamos vivendo uma nova situação. No livro eu classifico cada tipo de família e abordo todas as novas situações e problemas que surgem com ela, tentando estabelecer uma análise tanto psicológica quanto penal”, afirma. O adultério, por exemplo, é visto como um estágio probatório na psicologia, um momento em que a alma de um dos parceiros já não está no casamento mas ainda falta coragem para se separar. Enquanto que juridicamente um adultério nada mais é do que uma ruptura dos deveres conjugais. “Será que é correto o Direto só levar em consideração a sua interpretação?”, questiona a autora. Adriana acredita em uma análise das questões familiares além ponto de vista penal, levando em consideração também o lado emocional, pois serão decisões que marcarão para sempre a vida dos envolvidos.
O que, segundo ela, já vem acontecendo. “O Direito tem levado questões emocionais em consideração, para estabelecer um diálogo entre os envolvidos. Em uma disputa de guarda, por exemplo, atualmente já é possível o juiz deixar a criança aos cuidados da parte adultera, pois levará em consideração o bem-estar de todos”, explica.
Em seu livro, Adriana defende que o amor é o responsável por moldar as famílias. E como sabemos, o amor nasce nos lugares mais improváveis, por isso é necessário manter a mente sempre aberta para compreender os efeitos deste sentimento.
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