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comentários (0)Investir em planos de previdência privada também é uma das opções de investimento a longo prazo. Hoje, já existem planos criados exclusivamente para crianças que permitem que você acumule recursos por um prazo previamente contratado. No final, é possível resgatar o patrimônio acumulado ou optar por receber mensalmente da empresa seguradora um determinado valor. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a procura por planos para menores de idade cresceu 81% do primeiro semestre de 2006 para o mesmo período em 2007. "Neste caso, é importante se programar para poupar durante pelo menos dez anos, já que a tributação varia conforme o tempo de permanência no fundo, começando em 35% e chegando a 10%, após dez anos de investimento", explica Eliana Bussinger.
Ao optar por investimento em um plano de previdência privada, é necessário saber o que representam as siglas PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A principal diferença está na forma de tributação. "Para quem faz a declaração do Imposto de Renda em formulário completo, a dica é investir no PGBL", afirma Alcides Leite. Com ele, é possível deduzir o valor das contribuições feitas ao plano de previdência da base de cálculo do Imposto de Renda em até 12% da sua renda bruta anual. O imposto será pago apenas no momento do resgate do dinheiro investido. Vale lembrar, no entanto, que para quem faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte - como os autônomos -, o VGBL pode ser mais indicado.
Renda fixa
Os investimentos em renda fixa, ditos mais tradicionais, não precisam ser deixados de lado na hora de avaliar as opções. Mais seguros, eles são indicados para quem deseja tranqüilidade no investimento e tem menos tempo para poupar. Com a queda dos juros no país, a poupança voltou a valer a pena afirmam os especialistas. Nela, o rendimento é garantido, além de ser igual em qualquer banco, já que quem define a taxa é o próprio governo. Há ainda a vantagem de não se pagar imposto de renda. A financista Eliana Bussinger lembra que os fundos de renda fixa ainda estão se adaptando a nova realidade dos juros mais baixos e que, em 2007, por exemplo, acabaram rendendo menos que a poupança. "Os fundos contam com taxas de administração e o chamado "come-cotas", que o imposto de renda recolhido semestralmente. Estas taxas ainda são altas", observa.
Há ainda a opção de investir em imóveis. Hoje, além da possibilidade de adquirir apartamentos, salas de escritórios e casas, existem fundos imobiliários, que permitem ao investidor adquirir partes de imóveis, como condomínios e até shopping centers. O professor Alcides Leite lembra, porém, que é necessário conhecer muito bem o imóvel e, principalmente, a região onde ele está localizado e estudar as possibilidades de valorização da região no futuro.
Para Eliana Bussinger, o importante é não se descuidar do investimento feito, independentemente da opção escolhida. "O mercado financeiro é dinâmico. Seja qual ser a decisão feita, a vigilância tem de ser permanente. Não adianta somente aplicar o dinheiro e esquecê-lo lá".

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