Casa e Família

Doulas, mãos amigas

por Cynthia Magnani | 03/09/2010

Já ouviu falar em doulas? Conheça essas companheiras das futuras mães


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Doulas, mãos amigas

O nome é um pouco estranho, pouca gente ouve falar, mas a presença de uma doula pode fazer toda a diferença no momento do parto. Isso mesmo, o nome que se dá à mulher que acompanha a gestante no momento em que ela dá a luz - que você provavelmente já deve ter visto em filmes e novelas - é doula. A palavra vem do grego e seu significado original é "mulher que serve". Hoje em dia, chamam-se doulas aquelas que dão suporte físico e emocional às mães antes, durante e depois do parto. Há também outros nomes para designar a atividade, como "acompanhante de parto" e "monitora perinatal".

Sua presença era praticamente obrigatória em qualquer parto realizado nas primeiras décadas do século XX, época em que as mulheres davam à luz em casa. Provavelmente sua mãe ou avó nasceram diante dos olhos de uma delas. As doulas podiam ser vizinhas, comadres, a mãe, amigas, ou até mesmo a parteira. Elas ficavam encarregadas de dar apoio às mamães no momento do nascimento, segurando sua mão, secando o suor, dando-lhes água ou molhando sua testa. O parto, nessa época, era um momento absolutamente familiar, só se chamava um médico se houvesse alguma complicação séria para o nascimento do bebê.

“O ambiente hospitalar impessoal e a necessidade das mães em retornar rapidamente às suas funções como dona-de-casa e profissional fazem com que elas passem a lidar, repentinamente, com um estado de expectativa que fatalmente provocará ansiedade e tensão”

Com o avanço da medicina e a descoberta de novas técnicas e procedimentos que reduziram, inclusive, o número de mortes de mães e bebês durante os partos, o nascimento de um bebê se tornou um momento hospitalar. Atualmente, quanto mais cercadas de cuidados médicos, mais seguras as mulheres se sentem. Mas será que todas pensam assim? Não, há aquelas que preferem fazer do parto o momento mais natural possível. É aí que as doulas entram em ação.

De acordo com a fisioterapeuta Cristina Balzano Guimarães, a figura das doulas ressurgiu nos EUA a partir da década de 1980. "Elas voltaram a atuar durante o trabalho de parto, através do apoio e suporte contínuo à parturiente, realizando massagens, sugerindo posições que facilitem a saída do bebê, auxiliando na respiração, usando a água como conforto para a dor, entre outras funções", explica.

Antes, durante e depois

O relacionamento entre a gestante e a doula começa antes mesmo do parto. "Normalmente, elas se encontram uma ou duas vezes antes do grande dia, para se conhecerem, para que haja mais intimidade, deixando a mãe mais à vontade na hora de ter seu bebê. As doulas explicam os procedimentos do parto e orientam o casal para o que pode acontecer antes, durante e depois dele.

O acompanhamento durante o trabalho de parto é ininterrupto. A doula traz, principalmente, confiança para a mulher que está prestes a ter seu filho. Além de explicar para a mãe os complicados termos médicos, ela realiza banhos, massagens, exercícios de respiração e relaxamento com a gestante, além de diminuir bastante o clima formal, frio e até impessoal entre ela e a equipe médica. Tudo para que a mãe se sinta mais relaxada, segura e disposta.

Depois do parto, a doula volta a se encontrar com a nova mamãe para conversar sobre aquele momento tão especial e dar algumas dicas sobre amamentação e cuidados com o bebê.

Vantagens

A ciência comprova os resultados da atuação das doulas. "Pesquisas americanas demonstram que a presença delas nos hospitais reduziu em 50% o número de cesarianas e em 60% o número de pedidos de analgesia, ou seja, remédios contra a dor. O tempo de duração do trabalho de parto foi reduzido em 25%", relata a fisioterapeuta.

O psicólogo Altair Oliveira da Silva, especializado no atendimento a gestantes, também é a favor da participação das doulas durante os partos. "Acho que são figuras extremamente importantes e cada vez mais raras hoje em dia, em função do avanço da tecnologia da medicina. Antigamente, essas acompanhantes estavam com as parturientes durante todo o parto, cuidando dos outros filhos da parturiente, dos trabalhos domésticos, ou seja, criando uma condição para a que ela tivesse uma gravidez, um parto e uma recuperação rápida e tranqüila. A falta desse tipo de assistência passou a gerar situações de ansiedade, insegurança e medo, que normalmente não víamos há alguns anos. O ambiente hospitalar impessoal e a necessidade das mães em retornar rapidamente às suas funções como dona-de-casa e profissional fazem com que elas passem a lidar, repentinamente, com um estado de expectativa que fatalmente provocará ansiedade e tensão", esclarece.


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últimos comentários (1)

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  • karente09
    karente09 comentou:
    04/05/2012 | 22:36

    Nossa...é realmente importante né! nao sabia dessa importancia!.


  • novo comentário

    Você
    :D


    Avise-me quando houver novos comentários nessa matéria




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