Casa e Família

Doce vida

por Redação | 27/09/2011

Veja como deixar seu filho aproveitar os dias de festa sem exagerar no açúcar




Doce vida

Quem sair hoje de casa certamente vai notar mais crianças nas ruas do que habitualmente. São meninas e meninos ansiosos à espera dos saquinhos de doces que são distribuídos em toda boa vizinhança para comemorar o Dia de São Cosme e São Damião. Ainda saliva só de lembrar da sua infância regada a muita maria-mole e suspiro? Não dá para esquecer, não é mesmo? Mas, agora que são os seus filhos que correm atrás dos saquinhos, você já sabe que deve ficar de olho na quantidade de açúcar que eles ingerem. Veja o que dizem os especialistas para que os pequenos curtam a data de forma saudável.

Assim como nós temos uma vida social e gostamos de nos divertir sem muitas restrições, as crianças também precisam se sentir livres quando estão com os amigos ou num ambiente onde se sintam bem. O ideal, portanto, é dosar, pois o perigo está na falta de limites. Em um fim de semana, não é pecado permitir que o seu filho coma uma bala ou um chocolate. Existem também formas mais conscientes de adoçar a vida, como explica a nutróloga Luciana Carneiro: “Doces caseiros, como os de banana, abóbora ou compotas feitas de frutas, podem ser consumidos pelas crianças como uma alternativa mais saudável, desde que não haja excessos”.

Durante a semana, é possível controlar a ingestão de açúcar com substituições inteligentes. Os achocolatados tradicionais podem ser substituídos pelos lights, por exemplo. O controle no lanche da escola é fundamental: biscoitos recheados e bolos industrializados devem ser evitados. Fique de olho nos rótulos e nas quantidades de sódio e açúcar que os alimentos possuem. “O cuidado na hora de levar o produto da prateleira é essencial. Compre os que têm menos açúcar ou nenhum. Já os que carregam sódio em excesso causam ainda mais malefícios. A mãe deve verificar com muita atenção os rótulos, além de evitar comprar produtos industrializados”, recomenda o nutricionista Antonio Carlos Turner.

Mas como convencer o seu filho de que, apesar de saborosos, os doces podem ser grandes vilões da saúde? A melhor maneira de começar essa conversa é justamente evitando termos radicais como “não pode”, “é ruim” ou “faz mal à saúde”, até porque, uma vez ou outra, as guloseimas podem ser consumidas. “As crianças maiores são perfeitamente capazes de entender os prejuízos que o excesso de açúcar pode trazer. Sabem que poderão ingerir esses alimentos em festas, fins de semana ou em situações especiais, mas não em sua rotina”, ressalta a nutróloga.

Já parou para pensar como os seus hábitos alimentares influenciam nas escolhas dos pequenos? “Se a mãe é uma chocólatra assumida e come açúcar sem culpa, por exemplo, a criança vê isso e acha que pode fazer o mesmo. E a educação vem de casa, né? Uma alimentação saudável só ajuda a tornar a vida do seu filho muito mais feliz”, conclui Turner.

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