Casa e Família

Dia dos Avós

por Mônica Vitória | 26/07/2009

Eles estão mais modernos, jovens e ativos - e ainda paparicam os netos


anterior 1 2 próxima


São cada vez mais frequentes os casos de 'vovós' que trabalham fora, são executivas ou voltam a estudar em busca de novos conhecimentos. Elas não se intimidam e mostram persistência e força de vontade. É o caso de Olga Lucia de Paiva Faria, 48 anos, de Mogi das Cruzes, SP. Depois de anos afastada da escola, decidiu trabalhar a mente e aperfeiçoar o lado profissional de maneira inusitada. Como? Inscreveu-se, junto com as netas, num curso Kumon - um método de estudo individualizado que busca formar alunos autodidatas.

O sonho da vovó coruja é ver as netas se destacando. Mas confessa que a volta aos estudos muito a empolgou: "Desejo que elas se tornem cultas e com sabedoria para entender e interpretar as etapas da vida. Quanto a mim, finalmente quero aprender a ler e a escrever corretamente, recuperando o tempo perdido e assim me tornar uma pessoa mais feliz e uma avó realizada", conclui Olga.

A aposentada Corina Duarte é outro exemplo dessa nova geração de vovós modernas. Com cinco netos e um bisneto, ela procurou se manter ativa. "Faço ginástica, caminhada e agora entrei num curso de informática. Fazia muitos cursos de culinária também, mas não quero mais ficar cozinhando em casa. Prefiro sair, ir ao shopping, andar na rua, comer comida chinesa, viajar", diz ela, que não resiste a um fast-food com o bisneto de oito anos.

Corina acredita que é importante acompanhar o ritmo de vida atual, até mesmo para melhorar a ligação com os mais novos. "Recentemente comprei um celular de última geração. Meu neto me deu uma bronca porque não sei mexer direito, aí eu disse 'não sei ainda, mas posso aprender!'", conta.

“Já fomos duas vezes à Disney. E não sou do tipo que fica de fora, esperando as crianças se esbaldarem nos brinquedos, não. Eu vou até em montanha-russa!”

A psicopedagoga Mônica Donetto lembra que há avós que estão no auge da produtividade profissional e nem por isso deixam de separar algumas horas da semana para participarem da vida dos netos. É o caso da professora de matemática Marilene Garrido, uma jovem avó de 57 anos. Dando aulas para o Ensino Médio, não abre mão de ficar com o neto de 4 anos pelo menos uma vez por semana. "Eu trabalho, faço alongamento, hidroginástica, caminhada, mas sempre tiro um dia para pegar o Thiago na escola e passar a tarde inteira com ele. Sempre adorei crianças e elas também gostam de mim. Tenho prazer em ensinar e fazer brincadeiras antigas", relata. Para ela, a menor diferença de idade entre as gerações é uma vantagem. "É bom porque temos mais pique para acompanhar os netos, e eles não nos vêem com aquela imagem de 'velhinha'", opina a professora.

Tão ativa quanto Marilene é sua mãe, Lindalva, de 80 anos. "Ela trabalhou até os 70 anos e se pudesse continuaria na labuta. Hoje, ela gosta de pintar e até mexe no computador. Além de ser muito coruja com o neto e o bisneto, é claro", diz Marilene sobre a bisavó de Thiago.

Outra vovó coruja "alto astral" é a aposentada Glória Sá, que acaba de completar 60 anos. Animada, ela não dispensa um fim-de-semana acompanhada das netas - e se diverte tanto quanto as meninas. "Já fomos duas vezes à Disney. Não sou do tipo que fica de fora, esperando as crianças se esbaldarem nos brinquedos, não. Eu vou até em montanha-russa!", revela Glória, que é totalmente antenada: usa iPod, computador, All Star e vai ao cinema toda semana. "Acho que é por isso que minhas netas muitas vezes preferem ficar na minha casa", gaba-se, rindo.

Para Jacqueline Marangone, entre os aspectos mais importantes dessa relação entre os mais velhos e os mais novos estão a comunicação, a troca de experiências e a disposição para rever posições de ambos os lados. "O relacionamento entre as gerações traz benefícios e contribui para a qualidade de vida de netos e avós. Tanto as gerações mais jovens quanto as mais velhas têm o que ensinar e o que aprender", argumenta. Mônica Donetto enfatiza que tudo isso deve ser valorizado, em qualquer época: "Em todos os tempos, os avós estão prontos a ensinar algo. Talvez o que falte hoje aos avós jovens seja tempo para contar histórias e fazer as crianças viajarem no tempo", frisa.

MINHA BOLSA

Junte-se a outras mulheres na rede social, converse, desabafe, troque experiências e faça novas amigas

Participe de um grupo! Opine!


anterior 1 2 próxima


Mais matérias sobre

compartilhe esta matéria!

Siga o Bolsa de Mulher no twitter



últimos comentários (0)

ver mais
  • novo comentário

    Você
    :D


    Avise-me quando houver novos comentários nessa matéria




Bolsa Mobile

Receba as notícias e atualizações na rede do Bolsa no seu celular.
Saiba como.