Casa e Família

Congelamento de óvulos

por Redação | 29/11/2011

Suzana Pires é uma das mulheres que aderiu a técnica




Congelamento de óvulos

Muitas coisas mudaram nas últimas décadas, casar e constituir família já não é prioridade na vida da maioria das mulheres. Como consequência o sonho da maternidade acaba sendo adiado. O grande problema é que após determinada idade a natureza perde as forças. Dessa forma o congelamento de óvulos acaba sendo a melhor saída para aquelas que passam dos trinta anos de idade, fase em que a fertilidade começa a cair.


A atriz global Suzana Pires, a jornalista Marcela de “Fina Estampa”, recorreu ao congelamento de óvulos para manter a esperança de ser mãe. A atriz parece ter ficado impressionada com o drama de Esther, interpretada por Júlia Lemmertz, que após os quarenta anos tenta engravidar do seu primeiro filho.


Segundo o Dr. Rogério Leão, membro do corpo clínico do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), não há pré-requisitos básicos para quem deseja congelar seus óvulos. É preciso apenas definir os reais motivos do congelamento. Porém, ressalta que o procedimento é mais procurado por mulheres solteiras e que têm mais de trinta anos de idade ou por aquelas que irão se submeter a tratamentos agressivos, por exemplo, quimioterapia e radioterapia.


Quanto antes os óvulos forem congelados maiores serão as chances de sucesso. Um óvulo de uma mulher de 25 anos é mais propenso à fecundação do que os de uma pessoa de 35 anos”, afirma o especialista. O procedimento de recolhimento dos óvulos é rápido. “A paciente recebe por meio de injeção subcutânea um medicamento para estimular o crescimento dos folículos. Após 36 horas é feito um ultrassom intravaginal para a aspiração dos óvulos. Esta segunda parte é realizada sob efeito de sedação”, explica Dr. Leão.


Não há pesquisas que comprovem quanto tempo dura os óvulos congelados. “Dez, vinte anos, não sei, é um prazo indeterminado”, diz o médico. As chances de os óvulos extraídos de mulheres com mais de 35 anos prosperarem é de 50%. Quanto mais esta idade avançar, menores são as possibilidades. “Hoje a técnica avançou muito, somente 20% dos óvulos aspirados são perdidos”, afirma Dr. Leão.


Gestão tardia pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê. “A gravidez após os 35 anos aumenta as chances de aborto espontâneo, além de má-formação genética”, alerta o especialista. As chances de uma mulher jovem ter um bebê com má-formação é de um caso a cada duzentos. Após a idade de risco as chances saltam para um a cada quarenta.

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