Casa e Família

Bebês fertilizados in vitro

por Redação | 10/07/2011

Pesquisa diz que essas crianças estão mais propensas a nascer maiores e mais pesadas




Bebês fertilizados in vitro

A maioria das mulheres não resiste a um bebê grande e gordinho, mesmo que os médicos se mostrem contrários aos critérios de "fofura" e "gostosura". Agora uma pesquisa realizada por cientistas dinamarqueses da Universidade de Copenhagen promete explicar o fenômeno, pelo menos no que diz respeito a uma parcela dos pequenos: a dos bebês gerados por meio da fertilização in virtro.

De acordo com dados dos estudos, os fetos cultivados a partir de embriões congelados são mais propensos a nascer maiores. A comparação chegou a apontar que os fertilizados in vitro podem ser até 60% maiores do que bebês gerados de maneira natural, já que o processo de congelamento e descongelamento pode causar alterações genéticas.

O peso de um recém-nascido médio é de 3,5kg. Bebês que nascem com média de 4,5kg já são considerados grandes. Bebês mais pesados são mais propensos a nascerem por meio da cesariana, uma vez que aumentam os riscos de complicações durante o parto.

No entanto, muitas vezes é difícil prever se um bebê vai ser maior do que a média ainda no ventre. Mulheres que optam por parto normal nesse tipo de caso podem ter perda de sangue ou danos ao cóccix. Às vezes os ombros do bebê ficam presos, ocasionando a quebra da clavícula da criança - o que pode ser rapidamente curado.

A Dr. Anja Pinborg, da Universidade de Copenhagen, que liderou a pesquisa, disse: "A preservação (congelamento) de embriões pode resultar na 'síndrome da prole grande' que pode ser explicada por mudanças epigenéticas (alterações genéticas causadas pelo ambiente) nos primeiros estágios embrionários causados ​​pelo procedimentos de congelamento e descongelamento".

Ela acrescentou que futuros estudos devem apontar para o que são as alterações genéticas que causam a síndrome de desenvolvimento. Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, em Estocolmo, na Suécia.




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