comentários (5)
2009 para 18,9% em 2010. Homens e mulheres entre 18 e 24 anos representam a maior parte dos usuários.
Para o órgão, a ingestão de cinco ou mais doses - no caso deles -, ou quatro ou mais doses - no caso delas - já caracteriza o excesso e os homens são os que mais costumam exagerar. A questão é séria e vem chamando atenção, por exemplo, dos donos de casas de festas. Cada vez mais adolescentes, com idades entre 13 e 15 anos estão dando seus primeiros passos na vida noturna e como fazer para limitar o acesso às bebidas alcoólicas?
Valéria Peixoto, proprietária do espaço Espaço 45, localizado no Rio de Janeiro, alerta que em primeiro lugar é proibida por lei a venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes e que a conduta é criminosa. O estabelecimento pode ser multado caso seja descoberta a ação.
Aliado a isso, a empresária afirma que é preciso ter uma boa equipe de profissionais. "Os funcionários sabem como agir nesses casos. Para driblar esta vontade servimos drinks com frutas que lembram a caipirinha, mas ao invés da vodka servimos com água tônica ou mineral", garante ela que costuma usar pulseiras em cores diferentes para que facilite o reconhecimento do garçom caso haja maiores de 18 anos na festa que queiram beber.
"Só liberamos para os que comprovam com a carteira de identidade, mas se por acaso percebermos que eles estão repassando a bebida para menores suspendemos. Isso não
costuma acontecer, na verdade o adolescente tem muito medo de ser pego e 'pagar mico'", explica Valéria que conta ter "barrado" alguns adolescentes de uma festa por eles estaram
"alterados", um fenômeno que tem se tornado rotina.
Muitos jovens por saberem que não irão poder beber dentro dos clubes acabam organizando "pré-festas" onde a bebida rola solta. Adriana Rivera, mãe de Daniel, de 15 anos, e de Sebastian, de 13 anos, é uma das muitas mães que se preocupam com o consumo precoce de bebidas e mesmo que os filhos não demonstrem interesse ainda, já decidiu a melhor forma de lidar com o assunto.
"Eu avisei que quando eles quiserem experimentar que eles façam isso comigo e com o pai deles para que nós possamos ensinar o limite, que é importante", opina Adriana que diz beber "socialmente". Ela conta que o filho mais velho já relatou que alguns amigos já beberam e que prefere alertar para os riscos de "seguir a onda", referindo-se ao fato de que muitos adolescentes acabam sendo influenciados por outros.
"Talvez alguns jovens já tenham uma postura madura para lidar com a bebida, mas a maioria eu acho que não tem", diz Adriana que não acredita que haja uma idade padrão para começar a beber. A colombiana também desabafa quando o tema são os horários das festas. "Algumas festas começam ás 23h, então você não tem como estabelecer um horário cedo para ir buscá-los. Geralmente deixo eles ficarem até às duas horas, mas algumas vezes eles pedem para ficar um pouco mais, nem sempre é possível ceder", reclama ela que divide a tarefa de levar e buscar da "night" com o marido.
Leia também:
- Os amigos de nossos filhos - Pais devem ficar atentos às companhias, mas sem criar atritos
- Rebeldes sem causa - Limitar e repreender maus comportamentos é essencial na criação
- Educação sexual hoje - Como falar com os filhos sobre um assunto que está em todo lugar: sexo
- O álcool na adolescência - Adolescentes e álcool são uma mistura explosiva. E não adianta, mais cedo ou mais tarde, eles acabam se encontrando. O que fazer quando chegar a hora?
- Combatendo o bullying - Algumas medidas preventivas ajudam no combate desse comportamento
Você
Bolsa de mulher © 2000/2012 | Direitos Reservados
ou Cadastre-se