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Hambúrguer, games, show, playground... Sons e palavras diferentes de outros idiomas estão por todas as partes. Na vida dos nossos filhos, principalmente para os antenados em internet e computadores, as palavras em outras línguas rodeiam o cotidiano. Por isso, ensiná-los uma nova forma de se comunicar sem ser através da língua-mãe é uma ótima opção para a educação do seu herdeiro. Então, let's go!
Num mundo globalizado que tornou o inglês a língua universal para se comunicar, os pais querem educar os pequenos para que se tornem aptos desde a pequena idade. E a falada expressão "quanto mais cedo aprender o segundo idioma, melhor" deve ser seguida! Segundo Ana Maria Alvarez, fonoaudióloga da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), os primeiros contatos além da língua materna devem ocorrer desde o berço. "Existe uma época que é melhor para o aprendizado do som. Esse período vai do nascimento até, no máximo, os primeiros 24 meses de vida, ou seja, bem antes da alfabetização", determina a especialista. Durante este período, quanto maior o contato com os fonemas presentes em outras línguas, mais facilmente o cérebro irá reter este conhecimento. "Como o órgão está em fase de especialização, ao entrar em contato desde cedo com outros idiomas, ele irá se especializar no que tiver contato", destaca a membro da SBFa.
É na expressão oral que o pequeno vai se familiarizar e conseguir ter intimidade com outros sons e fonemas, sendo fluente em qualquer idioma. "O contato inicial tem que ser recorrente e ligado à forma pela qual eles mais interagem com o mundo: através das brincadeiras", explica Renata Cantini, coordenadora de inglês do Colégio Miraflores, unidade da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
"A partir do maternal, o bebê já fica meia hora somente ouvindo em língua inglesa. Na creche, a criança tem carga horária de duas horas e meia falando, ouvindo e interagindo no outro idioma", explica a coordenadora, que utiliza recursos como teatro e jogos dinâmicos. Durante as aulas, o português sai completamente de cena. "Não existe tradução. Cada um desenvolve a sua capacidade de tentar se expressar. Se faltar vocabulário, existem as mímicas, a ajuda dos colegas de classe e um repertório simbólico para auxiliar na comunicação", completa Cantini.
Quer participar mais ainda da vida do seu filho? Pratique os ensinamentos da escola dentro de casa. "Existem softwares com exercícios para serem feitos por pais e filhos. Um programa para a família toda e que reforça a memória do conhecimento adquirido", destaca Renata. Sem contar que, para papais e mamães, pode ser um estímulo para tirar aquela ferrugem na fluência de algum idioma. Ou, até mesmo, voltar a estudar! "Bastam vinte minutos diários de contato exclusivo com o idioma para alcançar um resultado satisfatório", conclui Alvarez.
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