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Na lista de referências de Filipe Catto não faltam referências do rock. Jeff Buckley, Path Smith, PJ Harvey e Cat Power estão entre alguns dos artistas preferidos do rapaz de voz raríssima. Como todo adolescente apaixonado por música, ele também teve sua própria banda e cresceu se apresentando com o pai pelo sul do Brasil. Mas foi na MPB e toda a sua diversidade que Filipe deslanchou e se encontrou.
“Depois de uma temporada em Nova York, em 2008, onde eu estava ouvindo muito míusica brasileira, eu tive esse 'insight'. Foi muito confortável para mim”, conta Filipe, que lança o primeiro CD, “Fôlego”, com pelo menos uma música já conhecida do público, “Saga”, um tango que virou trilha romântica dos personagens de Débora Bloch e Domingos Montagner em “Cordel Encantado”.
Além do tango, o álbum tem também samba, influências do blues, do jazz e do rock, claro. Para Filipe, tamanha diversidade não é problema. “Não tem porquê ficar preso a um estilo só. O foco do meu trabalho é a interpretação. Ficar segmentado não é interessante para mim”, afirma ele, que tem Elis Regina como um dos maiores ídolos e também adora Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
O contratenor não se poupa nas interpretações e agradece o fato ao início de carreira precoce. “Sou artista de palco. Foi legal poder explorar várias coisas, cantei em bar, casamento, formatura. Fico muito grato por minha trajetória por ter essa naturalidade. É legal ter essa segurança no palco, é quando estou mais perto da minha verdadeira essência”, garante o jovem.
Foi esse artista que Filipe quis mostrar em “Fôlego”. “Queria um registro quente, honesto. O álbum tinha esse objetivo, de passar a sensação do 'live', do feito ao vivo. É mais voltado para a minha interpretação. Estou ali acima de qualquer coisa”, garante Filipe, que não foge quando o assunto são as comparações com outros artistas com o timbre de voz parecido com o seu, como Ney Matogrosso.
“São comparações bacanas e é natural que num primeiro momento as pessoas precisem de uma referência. O Ney é um p* artista! Acho que é uma questão de tempo, para eu encontrar meu lugar”, explica ele. “As pessoas gostam do Ney, então quando dizem que minha voz parece com a dele, estão inconscientemente dizendo que gostam do meu trabalho, me dando um carinho, um aval”.
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