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comentários (2)Suor, emoção e lágrimas. Em um filme de ação ou numa boa luta, estes são os ingredientes principais e claro que não vão faltar no Ultimate Fighting Championship, o UFC, que começa neste sábado, 27, no Rio de Janeiro. E para quem pensa que as mulheres torcem o nariz para tanta “pancadaria”, está muito enganado!
Além de ter se tornado super profissional nos últimos anos, o esporte, antigamente conhecido como “vale-tudo”, agora tem regras definidas e atraiu muitas mulheres para as competições. Os motivos? São vários!
“Comecei a assistir luta com meu ex-namorado. Depois de um tempo a gente já programava o sábado para assistir as lutas e sempre era bem divertido. Acabei passando a gostar de luta, ter preferência por lutadores, principalmente os brasileiros. E hoje em dia gosto de sair com amigos em bares só para assistir às lutas. Também costumo assistir em casa”, se empolga Larissa Igreja, jornalista de 25 anos.
CONHEÇA OS LUTADORES BRASILEIROS NO UFC
A aproximação com as mais diversas formas de luta também pode ser o primeiro passo para as meninas conhecerem o MMA, sigla em inglês “Mixed Martial Arts", ou Artes Marciais Mistas, o tipo praticado dentro do UFC. Camilla Macedo, gerente de projetos de 27 anos, já tem uma graduação no Muay Thai e assiste aos combates por gosto e, por que não?, para melhorar nos treinos.
“Há uns 3 anos, para emagrecer, eu comecei a praticar Muay Thai e me encantei pela luta. Os comentários dos combates nas aulas me levaram a assistir, o que também me auxilia nos treinos”, explica ela.
Andrea Baffa também começou assim, mas hoje garante que as lutas do UFC tem um gostinho ainda mais, digamos, picante. “Sabe quando homem gosta de ver filme erótico, com mulheres lindas juntas? É o mesmo princípio. Gosto de ver homens sarados e fortes sendo brutos e machões, dando porrada uns nos outros”, brinca ela, que também não faz feio na hora de falar mais sobre o MMA.
“O que mais me atrai é o fato do lutador poder misturar técnicas diferentes de lutas, aproveitando o melhor de cada uma. Gosto dos caras pequenos que têm técnica e que colocam um sujeito grande pra dormir rapidinho. Gosto do senso de oportunidade do lutador, da inteligência emocional e do autocontrole”, explica Andrea.
“Dentro do UFC são diversas modalidades de artes marciais. Eu pratiquei apenas uma dessas artes, o Muay Thai, e o que mais me atraia era o desafio de usar com inteligência e precisão cada golpe que nos era ensinado, além é claro, de fazer muito bem para o corpo e a mente”, conta a pedagoga Fabrícia Vieira, de 25 anos, que vai assistir às lutas com o marido, Thiago, e o filho, Arthur, que vai completar um ano e já tem apelido de campeão.
“Meu marido passa suas madrugadas de sábado comigo e com o nosso futuro “Lyoto Machida” (lutador brasileiro), o Arthur, nosso filho. Até ele já vibra com a gente a cada finalização ou nocaute”, diverte-se ela, que não esconde a torcida nesta edição do UFC. “Vou torcer pelos brasileiros, é claro, mas em especial minha vibração irá para o Maurício Rua, o Shogun”.
Claro que um esporte que é sintonizado em nada mais que 354 milhões de lares em todo o mundo não poderia ser exclusivo de uma determinada parcela da sociedade. Mas o que os homens acham quando descobrem a “preferência” esportiva das meninas?
“Os homens geralmente se assustam quando uma mulher diz que gosta de luta, ainda mais quando de fato gosta e conhece bem... Ainda mais quando é uma menina com carinha de delicada e do nada diz que adora luta! Ninguém espera mesmo”, conta Larissa, que já surpreendeu alguns pretendentes.
Na casa de Andrea, foi ela quem trocou o canal da novela pelo da emissora que transmite os combates. “Ensinei meu marido a gostar de UFC! Hoje ele curte, mas no começo achava meio esquisito”, ri.
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