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Lea. T é hoje uma das modelos mais prestigiadas do mundo da moda. A transexual brasileira, nascida Leandro Cerezo, filha do jogador Toninho Cerezo, viu seu nome nas páginas de jornais e revistas ao se tornar garota propaganda da grife francesa Givenchy. De lá para cá estampou inúmeras capas de revista e causou alvoroço ao desfilar de biquíni na passarela da Blue Man, marca carioca de moda praia.
De longe, Lea parece feliz e realizada, no entanto a realidade é outra. Em entrevista ao programa "De Frente com Gabi" que vai ao ar no próximo domingo, 2, a top abriu o jogo sobre vida pessoal, dúvidas, desejos para o futuro e até mesmo sobre cirurgia de mudança de sexo que pretende realizar. "Eu sofro bullying todo dia", afirmou a bela referindo-se a dificuldade que os transexuais tem de serem aceitos pela sociedade.
"O gay sofre muita discriminação, mas a transexual é mais. Infelizmente a transexualidade é rejeitada em todos os lugares do mundo. Somos o lixo do mundo. Ser transexual não é gostoso, sofremos bullying seja quando mostramos os documentos, seja quando escutam a nossa voz, para arrumar empregos...", prossegue Lea que revela ter descoberto a "tal diferença" aos 13 anos.
"A melhor descrição para como eu me sinto é tentar colocar os sapatos invertidos e andar com eles assim o dia todo. Seu corpo não se encaixa com a sua alma. É uma angústia", desabafa ela que aproveita para explicar a diferença entre ser gay e transexual: "Eu achava que eu era gay, mas ser gay é algo mais sexual. A transexualidade é um gosto. Eu posso ser lésbica e ser transexual".
Solteira, Lea afirma que não namora Ricardo Tisci, estilista e amigo da Givenchy, e diz não ter uma "beleza que atrai os homens". "Quem gosta de transexual é hetero, normalmente casado. Mas eles ainda preferem a travesti do que a transexual, pela curiosidade de ter homem e mulher em um só corpo", polemiza ela.
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